ATUALIZADO: Violência domestica: HÁ 17 ANOS A MULHER É ESPANCADA E AMEAÇA DE MORTE PELO SEU PRÓPRIO MARIDO

Uma mulher de mais de 40 anos de idade denuncia que está a ser vítima da violência doméstica e da ameaça de morte por parte do seu próprio marido. Segundo a vítima, o marido ordena que seja espancada pelos próprios colegas com uniforme militar.

A violência domestica segundo a própria vítima, prevalece há 17 anos e constantemente foi espancada e torturada pelo marido mesmo em frente dos seus filhos menores. A vítima contou que por várias vezes saiu do casamento mas sempre foi obrigada à voltar por próprios familiares.

Fatumata Binta Baldé disse que a última briga com o marido aconteceu nesta semana, quando um grupo de pessoas alegadamente com uniformes militares e acompanhado do seu marido e ao mando deste invadiram a sua casa e a espancaram, a prenderam-lhe o pescoço e amarraram-lhe as mãos atrás das costas.

“Tendo as gravações nas mãos e tenho todas as provas. Quando estavam a tirar a minha cama, tentei ao menos recuperar a espuma para poder dormir com os meus filhos mas os ajudantes do meu marido me agarraram e colocaram as minhas mãos para trás. Me torturam como se tivessem a intenção de me matar. Eles me humilharam e sinceramente preferia a morte do que passar por estas humilhações publicamente e na frente dos meus filhos”, explica a vítima com lágrimas nos olhos e as mãos e os pés a tremer.

Na mesma entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), Fatumata Baldé, enquanto falava ao nosso repórter, chorava desesperadamente disse que depois da última violência passou sentir dores quase em todas as partes do seu corpo.

“Sinto a dor por todo o corpo. Ele me espancou na pontada e na cabeça. Nem consigo sentar ou andar, sinto como se fosse uma ferida no lado esquerdo do meu peito”, disse a Fatumata reafirmando que “uma vez o meu marido me bateu, fiquei inconsciente e fui levada ao hospital, depois de internada por duas semanas tiveram que interromper a minha gravidez”.

Foram 17 anos prevalecente de violência, e a Fatumata diz que só agora veio ao público denunciar esta situação, porque teme pela sua vida.

“Ele já me disse que vai-me matar e será protegido pelos próprios colegas (fardados). Sinto que vou morrer nas mãos deste homem, e mesmo nestas condições sinto que poderei morrer por qualquer febre porque sinto que não estou em boa saúde”, lamenta.

"Eu queria sair da casa mas o meu marido batia nos meus filhos com correios de carro e isso me causou dores sendo mãe. Eu não podia estar a ver aquilo", lamentou.

O caso, segundo a vítima, já é do conhecimento da Polícia Judiciária e nos anos transatos foi espancada a ponto de abortar una gravidez de 6 meses, como consequência dessa violência. Diante desta situação, Fatumata Binta Baldé aclama pela justiça.

“Peço socorro, que me ajudem. Estou em pânico e totalmente desanimada. Os meus filhos não estão comigo neste momento, tive que entregá-los nas mãos de outras pessoas. Estou sem paz e sucesso e agora passo um dia inteiro sem ter o que comer”, pede Fatumata Binta numa entrevista à RSM onde se podia confirmar que ela estava com hematomas no corpo e na sequência da violência sofrida estava até com dificuldades para abrir a boca.

Nos vídeos apresentados à Rádio Sol Mansi, apresentava-se uma passagem, onde a vítima estava a ser espancada com chutos e pontapés na presença dos filhos, inclusive um de 2 anos de idade que chorava no meio de tudo o que via, e, segundo a vítima cenas de género aconteceram várias vezes

Entre outras entidades que condenaram o ato, tal como é o caso do Movimento “Mindjer i ka Tambur”, tendo a coordenadora do movimento, Iolanda Garrafão, condenado o ato através das antenas da RSM e considera o ato de abuso de poder.

“Condenamos este ano que sobretudo foi reforçado por abuso de autoridade pelo fato do agressor ser um militar”, sustenta.

O movimento “Mindjor i ka Tambur” exige que seja feita a justiça e promete que a sua organização em conjunto com o centro do Acesso à Justiça vai tomar diligências para que o casos seja julgado.

“Esperamos que a justiça seja feira ao mais alto nível”, exige a coordenadora do movimento.

Igualmente sabe-se que o fato é do conhecimento da Liga Guineense dos Direitos Humanos. No entanto, a Rádio Sol Mansi continua a tentar contactar o marido da Fatumata acusado nestas entrevistas, mas foi sem sucesso.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

Imagem: Internet

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