UNICEF VAI DISPONIBILIZAR 646 MILHÕES DE FRANCOS CFA PARA APOIAR O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, PROTEÇÃO DAS CRIANÇAS E A RESILIÊNCIA CLIMÁTICA NA GUINÉ-BISSAU.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Ministério do Ambiente, Biodiversidade e Ação Climática assinam esta quinta-feira (15-05) um acordo para a execução do programa de cooperação para o desenvolvimento sustentável, proteção das crianças e a resiliência climática.
O programa biénio (2025-2026) é orçado em seiscentos e quarenta e seis (646) milhões de francos cfa, em declaração após assinatura, o titular da pasta do ambiente, Viriato Cassamá, diz que “a parceria surge como uma luz de esperança num mundo onde as alterações climáticas ameaçam não apenas ecossistemas, mas também direitos fundamentais das crianças", diz.
O governante assegurou na ocasião que, "através deste programa iremos fortalecer a resiliência climática das comunidades mais vulneráveis, garantindo que as crianças estejam no centro das políticas ambientais; promover a educação ambiental, capacitando os jovens como agentes de mudança para um futuro sustentável e implementar soluções inovadoras para a gestão de recursos hídricos e a redução de riscos de desastres naturais, assegurando que nenhuma criança fique para trás”.
Dados da ONU apontam que o impacto das alterações climáticas é inegável e as evidências mostram claramente que a Guiné-Bissau está entre os países mais afectados. Por exemplo, quatrocentas e setenta mil crianças (470.000) vivem em áreas com alto risco de inundações costeiras devido às alterações climáticas.
No entanto, o representante residente da UNICEF na Guiné-Bissau, Inoussa Kaboré, diz que “a formulação desta parceria reafirma o nosso compromisso mútuo em promover um futuro sustentável e resiliente para todos, especialmente para as nossas crianças e jovens, que estão particularmente expostos às alterações climáticas”.
O plano de trabalho biénio assinado, está alinhado com as prioridades nacionais sobre o clima e foca-se em três eixos principais: preparação e resposta às alterações climáticas; empoderamento de crianças e jovens para liderar a advocacia e a ação climática e, reforço das políticas climáticas sensíveis às crianças no país.
Por: Redação
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