UNIÃO NACIONAL DOS CAMPONESES PREOCUPADO COM APREENSÃO DA CASTANHA DE CAJU DOS CAMPONESES NA ZONA NORTE
A União Nacional dos Camponeses da Guiné-Bissau manifesta-se preocupada com a apreensão da castanha de caju dos camponeses na zona norte do país por parte do ministério do comércio.
A preocupação foi levantada, esta quarta-feira, pelo presidente desta organização camponesa numa entrevista telefónica à Rádio Sol Mansi, no âmbito do fim da campanha de caju 2024.
Upa Galipande Vicente Gomes denúncia apreensão da castanha de caju em três localidades da zona norte do país, principalmente em Cacheu, São Domingos e Ingoré.
“União Nacional dos Camponeses vem através deste meio para manifestar a sua preocupação sobre apreensão da castanha de caju dos camponeses concretamente em Cacheu na tabanca Bidjob, assim como em São Domingos na aldeia Polon Leo e em Ingoré na tabanca Samuia”, denunciou Upa.
Galipande Vicente Gomes considera ainda de abuso da força por parte das autoridades na apreensão da castanha de caju, devido a localização das zonas onde as ações aconteceram.
“O que se verifica é uma apreensão nas localidades que não são zonas de fronteira, fato que consideramos de abuso das autoridades porque apreensão não é legal”, acrescentou o presidente da União Nacional dos Camponeses.
O presidente da União Nacional dos Camponeses lembra ainda de que a Guiné-Bissau faz parte da UEMOA, organização que insere numa das suas cláusulas, a livre circulação das pessoas e bens sem impedimento.
“Mesmo se apreensão tivesse acontecido na linha fronteiriça nós lamentamos porque devia haver a livre circulação das pessoas e bens uma vez que os guineenses sempre procuram os produtos no Senegal como cebola e batatas sem bloqueio da fronteira por parte vizinha,” sustentou Upa Gomes.
Perante esta situação, Upa Vicente Gomes convida a delegada do comércio, a proceder a devolução da castanha de caju aos camponeses a fim de evitar as possíveis consequências judiciais.
“Pedimos à delegada regional do comércio para devolver a castanha a seus dons dentro desta semana, caso contrário sensibilizarmos os nossos associados para entrar com uma queixa-crime contra as autoridades”, sublinhou Upa Galipande.
A União Nacional dos Camponeses da Guiné-Bissau apela ainda ao Presidente da República assim como ao Primeiro-ministro, para resolver a situação imediatamente, a fim de que haja o retorno da castanha de caju apreendidos aos camponeses na zona norte do país.
Por: Marcelino Iambi
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