UNAC PEDE INVESTIMENTO EM ARMAZÉNS E MELHOR REGULAÇÃO DA CAMPANHA DE CAJU 2026
União Nacional dos Camponeses (UNAC) instou o Governo de Transição a investir de forma séria no setor do caju, com destaque para a construção de armazéns no interior do país, como forma de garantir a conservação da castanha de caju produzida pelos camponeses.
O apelo foi feito esta quarta-feira pelo presidente da UNAC numa entrevista telefónica concedida à Rádio Sol Mansi, no âmbito dos preparativos para a campanha de comercialização da castanha de caju 2026.
Upa Calipande Vicente Gomes disse que a ausência de infraestruturas adequadas obriga os produtores a venderem a castanha com urgência, sobretudo devido às condições climáticas, situação que acaba por prejudicar os camponeses por isso criticou a postura do estado, afirmando que este deve “sair da posição de parasita” e assumir as suas responsabilidades no apoio ao setor agrícola.
“O nosso estado deve sair da posição de parasita porque os camponeses vendem suas castanhas com urgência devido aproximar do tempo da chuva e sobretudo, não há lugar para conservá-la melhor por isso, instamos ao governo que construa armazéns no interior”, apelou Upa Calipande Gomes.
O presidente da UNAC alertou ainda o Governo de Transição para a necessidade de regularizar, com a maior brevidade possível, a situação da campanha do caju, sublinhando que os camponeses têm sido os mais afetados pelas medidas adotadas pelos sucessivos executivos.
“Cada ano o governo tem considerado o balanço da castanha de caju de positivo porque não investe no setor. Enquanto não regula e continuar a adotar medidas que prejudicam os camponeses, demostra que a situação não está bem”, sublinhou presidente UNAC.
Além das críticas, Upa Calipande Gomes deixou recomendações aos próprios produtores, apelando-os a investirem na limpeza das hortas e na diversificação da produção agrícola, como estratégia para reduzir a dependência exclusiva da castanha de caju.
“Apelo a todos que criam condições para limpeza das hortas e na diversificação da produção agrícola como forma de não depender da castanha de caju”, assegurou Upa Calipande Vicente Gomes.
Por fim, a União Nacional dos Camponeses defendeu que o Governo de Transição deve fixar um preço justo para a campanha de comercialização da castanha de caju 2026, capaz de contribuir efetivamente para a melhoria das condições de vida dos camponeses e para a redução da pobreza no meio rural.
Por: Marcelino Iambi
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