TRIBUNAL VOLTA A ADIAR PARA DAQUI A CINCO DIAS JULGAMENTO DE ACUSADOS NA SUPOSTA TETATIVA DE GOLPE DE ESTADO

O Tribunal Militar remeteu para a data de 10 de junho, a continuidade do julgamento dos detidos da suposta tentativa do golpe de estado de 1 de fevereiro de 2022.

A informação foi avançada esta quarta-feira pelo coletivo dos advogados, depois da suspensão do julgamento iniciado com atraso de duas horas de tempo no salão militar da Base aérea.

O advogado Victor Embana da equipa de defesa dos suspeitos prometeu entrar com recursos, sobre algumas questões que já foram levantadas pelo coletivo dos advogados e que não chegaram a ser cumpridos.

“Ficaram pendentes algumas questões prévias que ontem foram levantadas pelo coletivo dos advogados. muitas questões como fizemos menção ontem respondeu tribunal mas algumas questões infelizmente vamos ter que fazer recursos”, sublinhou o advogado.

Embana lamenta como os suspeitos vão continuar nas selas, aguardando o julgamento, contudo admite entrar com novo recurso, para que a sessão seja cumprida em conformidade com a lei, sobretudo no caso de ser público.

“Audiência do julgamento tem que ser público quando diz público é expressamente que a imprensa deve estar lá e tem que ser publicada mas infelizmente vamos ainda lamentar que as pessoas continuem sendo detidas nas celas apesar da decisão do Juiz da Instrução Criminal”, lamenta Victor Embana.

No decorrer da sessão de hoje, Roberto Indeque advogado de Wilson Barbosa abandonou o julgamento antes de ser protelado para segunda-feira, 10 de junho, na Base Aérea em Bissalanca.

Indeque justifica o abandono por aquilo que considera de uma farsa e menos julgamento, e como sinal de protesto a decisão do promotor militar.

“Abandonamos a sala em jeito de protesto porque o que estamos assistir lá dentro é tudo menos julgamento uma vez que todo requerimento apresentado foram indeferidos salvo erro da incompatibilidade  general Luís Amílcar e com deferimento da liberdade Wilson Barbosa”, destacou Roberto Indeque advogado.

Importa referir que a sessão estava a decorrer longe dos jornalistas, impedidos de aceder ao salão do julgamento, e conforme disse um dos militares no portão do quartel por ordens superiores.

 

Por: Marcelino Iambi

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