TRABALHADORES DA SOTRAMAR DENUNCIAM A EXISTÊNCIA DE CORRUPÇÃO NO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES E COMUNICAÇÕES
O Sindicato de Base dos Trabalhadores da Empresa Sociedade de Transportes Marítimo da Guiné-Bissau (SOTRAMAR), denúncia, hoje, aquilo que consideram de corrupção no Ministério dos Transportes e Comunicações.
A denúncia foi tornada pública, esta sexta-feira, pelo diretor do Departamento de Contabilidade do SOTRAMAR, durante uma vigília realizada em frente ao ministério dos Transportes e Comunicações para exigirem o pagamento de 88 meses de salários em atraso.
João Pedro Danfá sustenta a ideia pelo fato do ministério dos Transportes ter vendido um barco que pertencia ao SOTRAMAR no valor superior ao que veio a atona, por isso pede uma investigação séria e cabal neste caso.
“O ministro dos Transportes está agir de má-fé porque se querem trabalhar com a transparência, há leis em caso da criação da nova empresa, neste caso verifica-se a corrupção uma vez que houve venda do barco que foi mencionado no valor de 45 milhões enquanto o inquérito que fizemos descobrimos que foi vendido em 85 milhões de francos CFA”, denuncia João Pedro Danfa.
Para o assistente do Património e vice-presidente do Conselho Fiscal do SOTRAMAR, Júlio Carlos Medina, sentem-se desprezados pela direção superior dos Transportes, devido a não resolução dos problemas.
“Já estamos no limite das coisas porque se vejamos, alguém trabalhar 88 quase 89 meses sem receber os seus salários, a situação é grave e lamentável para nós que estamos a sofrer sobretudo os familiares dos malogrados”, lamentou Júlio Medina.
Nos últimos dias, o ministério dos Transportes tinha demonstrado que está engajado a trabalhar para o relançamento da nova empresa da companhia marítima, isto face à falência técnica e financeira da empresa SOTRAMAR.
Perante esta situação, os funcionários gritaram hoje, numa só voz, pedindo a demissão do atual ministro dos Transportes e Comunicações.
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