TÉCNICOS DE SAÚDE IMPEDIDOS DE MARCHAR PROMETEM NÃO DESISTIR DAS REIVINDICAÇÕES
As forças de segurança proibiram, hoje, a marcha do coletivo dos Técnicos de Saúde Novos Ingressos. O coletivo que marchava exigindo pagamento de salário, disse que todos os procedimentos legais foram cumpridos.
Nos documentos exibidos aos jornalistas, depois da interpelação da Polícia da Ordem Pública e da Intervenção Rápida, o coletivo já tinha informado à CMB, a direção da Viação e Transportes Terrestres e ao Ministério dos Transportes. Na mesma carta estava explicado que a marcha iria decorrer nos dias 11 e 13 do mês corrente com itinerário de penha ao palácio de governo, cerca de 3 quilómetros.
Falamos aos jornalistas, o Porta-Voz dos Coletivo, Dêncio Florentino Ié, aponta o Ministério de Interior como único responsável pela proibição da referida manifestação pública.
“A única conclusão que podemos chegar é apenas de imposição e o único responsável pela imposição é o Ministro do Interior, porque ele é que dá ordem, nós temos todas as documentações desde os relacionados com o Ministério dos Transportes, a Direção da Viação e bem como a Camara Municipal de Bissau e nós conseguimos ainda ontem (10.01.2022) dar a entrada a todos estes documentos informando o Ministério do Interior, mais surpreendentemente estamos a assistir toda esta comitiva de policia a impedir a marcha alegando de que não têm conhecimento da nossa atividade, explica o porta-voz.
Dêncio culpa ainda o Ministério da Saúde de não estar interessado em resolver a situação dos novos ingressos e ameaça voltar na quinta-feira para mais uma tentativa de marcha e com o mesmo itinerário.
“O passo seguinte é continuar com a reivindicação (…) a única coisa que estamos a reivindicar é 12 meses de salário, o Ministério de Saúde não está interessada nisso, porque eles levaram muito tempo para resolver para depois autorizarem a abertura de conta bancaria”, disse o sincalista.
Durante a tentativa de manifestação, o coletivo dos Técnicos de Saúde novos Ingressos gritavam frases como “Queremos os nossos dinheiros, porque pagamos a renda, queremos comer”.
O grupo exige o pagamento de 12 meses de subsídio como tinham acordado com os responsáveis do ministério da saúde, durante negociações promovidas no ano passado.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Bíbia Mariza Pereira
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