Sociedade: ANALISTA APELA POPULAÇÃO GUINEENSE PARA UMA LUTA PELA DIGNIDADE
O analista político da Rádio Sol Mansi, lança apela à população guineense para envolver-se na luta pela dignidade do país.
O apelo do também escritor guineense Rui Jorge Semedo, foi lançado esta quarta-feira em Bissau, durante a exposição “Fora de Lugar” da sua autoria e numa altura em que se regista no país a situação de violação dos direitos humanos e da constituição da república.
Rui Jorge Semedo exorta a toda população guineense sobre a situação em que se encontra o país apelando a uma luta comum para repor o respeito ao povo e ao país.
“Todos nós temos que nos envolver porque o país é de todos nós não é a comunidade internacional é que vai cuidar do nosso país”, apelou o analista criticando a recente assinatura do acordo no país entre a Guiné-Bissau e a União Europeia no domínio das pescas. Rui Jorge, considera que a referida assinatura acontece com as autoridades “ilegais” e numa altura que se encontram as instituições numa situação de disfuncionalidade.
“Recentemente, a União Europeia assinou um acordo de pescas com o atual poder político num contexto sem parlamento, sem governo e sem poder judivial”, criticou.
Há muito tempo que se regista no país a situação de violação dos direitos humanos e da constituição da república, começando por raptos e espancamentos de cidadãos, ativistas e políticos. O caso recente ocorreu no passado dia 18 que culminou com a detenção e espancamentos de ativistas que reclamavam melhores condições no país e a reposição dos estado de direito democrático.
Em reação a estas detenções e espancamentos, Rui Jorge Semedo, considera de desumano a forma como tem tratado ativistas detidos numa das celas de prisão da segunda esquadra.
“As pessoas detidas na manifestação foram detidas em defesa comum e de mais carrenciados”, afirmou o Semedo considerando de desumano a prisão de Armando Lona e de outros detidos na sequência da mesma manifestação pacífica convocada pela “Frente Popular”.
Continuam as reações sobre o atual estado de direito democratico no país. Depois de várias detenções, organizações da sociedade civil, partidos políticos e analistas posicionaram-se contra as atuações de forças de segurança afetas ao ministério do interior.
Por: Ussumane Mané
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