SOCIEDADE CIVIL PROMOVE QUINZENA DOS DIREITOS HUMANOS
As Organizações da sociedade civil da Guiné-Bissau lançam, hoje (01 de Dezembro), a sexta edição de uma quinzena dos direitos humanos. Duas semanas serão dedicadas a discussão das questões ligadas aos direitos humanos
A quinzena dos direitos humanos, este ano, fala dos valores das mulheres, paz e segurança e visa assinalar o dia internacional dos Direitos Humanos, comemorado a 10 de Dezembro.
Na abertura da quinzena, Aissato Injai, em representação do consórcio das organizações da sociedade civil, promete que estas organizações vão continua a trabalhar pela coesão nacional, mas alerta que as instituições do país devem trabalhar para que a população acredite nas leis do país.
“Os materiais e instrumentos jurídicos não faltam no país, mas o problema situa-se na aplicabilidade destes instrumentos”, critica.
Eunice Queita, representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados na Guiné-Bissau, Eunice Esteves, lembra que há 7 anos houve evolução em relação as questões ligadas aos direitos humanos na Guiné-Bissau.
“Falar dos direitos humanos há 7 anos, não é a mesma coisa que estar a falar dos direitos humanos hoje, porque houve mudanças e desafios. (…) Sinto que há uma sociedade civil mais unida e mais ciente das suas responsabilidades e obrigações”, enfatiza.
Sónia Neto, representante da União Europeia na Guiné-Bissau ´Entidade financiadora`, enaltece o tema escolhido para a comemoração da Quinzena, mas lamenta o facto de as mulheres continuarem a ser relegadas ao segundo plano.
“Em todo o mundo as mulheres estão a trabalhar contra enormes adversidades para construir e sustentar a paz. Fazem-nos mesmo no meio da pandemia da Covid 19, mas com demasiada frequência, as mulheres continuam a ser relegados para o segundo plano”, alerta.
A iniciativa também é apoiada pela embaixada de Portugal na Guiné-Bissau. Entretanto, o embaixador José Rui Caroço disse que deve haver a aplicação dos direitos humanos em toda a fase da vida.
“Inicia-se, hoje, precisamente a quinzena por causa das comemorações do dia internacional dos direitos humanos, e aqui aplicava-se quase uma máxima que todos os dias tem que ser o dia universal dos direitos humanos”, defende.
Durante os 15 dias, deverão ser promovidos seminários sobre as estratégias para o fim do tráfico dos seres humanos, também estão programadas as exposições fotográficas e feira dos livros.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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