“SITUAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS NA GUINÉ-BISSAU É CATASTRÓFICA, FATO NUNCA ANTES VISTO”, DIZ A LGDH

A Liga Guineense dos Direitos humana (LGDH) da Guiné-Bissau considera de catastrófica a situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau durante o ano 2022.

As considerações foram feitas por Augusto Mário da Silva no decurso de uma entrevista concedida à Rádio Sol Mansi (RSM) em termo de balanço dos trabalhos da sua organização, e também dos trabalhos realizados pelo governo no que se refere ao respeito e garantia dos direitos humanos durante o ano recém- findo.

Augusto Mario da Silva, presidente da LGDH, disse que este é o pior ano no capítulo dos direitos humanos desde que o país aderiu ao sistema democrático. Mário da Silva falou ainda do processo que ordena a libertação dos detidos no caso de denunciada tentativa de golpe de Estado de 1 de fevereiro.

“Para nós esta decisão de não libertar os detidos é um autêntico sequestro e uma detenção ilegal, portanto não podemos estar a construir um Estado com as violações dos direitos humanos”, sustenta.

O presidente da LGDH disse ainda que a Guiné-Bissau foi fundada na dignidade de pessoa humana e que o Estado da Guiné-Bissau se assentou na dignidade das pessoas, por isso “não vamos permitir quem quer que seja para pôr este valor em causa”.

Mas, disse Augusto Mário da Silva, “infelizmente este governo está a colocar todas as conquistas do país em causa”.

“Globalmente a situação dos direitos humanos na Guiné-Bissau é catastrófica, uma situação nunca antes vistas”, lamenta Augusto Mário da Silva presidente da LGDH.

As preocupações da liga foram avançadas num momento em que aumentam as denúncias de várias formas de violação dos direitos humanos, caraterizadas por espancamentos e raptos. O caso mais recente aconteceu neste fim-de-semana onde um homem foi espancado por supostamente ter reivindicado o acesso ao mercado central.

No entanto, na mesma entrevista feita à RSM, a Liga Guineense dos Direitos Humanos acusa os tribunais e o Ministério Público de estarem a funcionar ao serviço do poder político instaurado.

“Os tribunais fazem a justiça de forma muito aleatória sem qualquer critério objetivo, e em função da vontade política independentemente do elemento de facto que constitui o processo, o Ministério Público está completamente instrumentalizado. Durante este ano um Ministério Público que esqueceu do seu papel que é de garantir a legalidade de actos e proteger os direitos fundamentas”, acusa o ativista guineense dos direitos humanos.

Augusto Mario da Silva, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, promete continuar a luta em colaboração com a sua equipa para o respeito e a garantia dos Direitos Humanos no país.

 

Por: Turé da Silva

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