SINDICATOS APELAM "RESPEITO" A CLASSE DOCENTE GUINEENSE

O Porta-Voz da “Frente Comum” dos professores que engloba os dois sindicatos da classe docente, SINDEPROF e FRENAPROF, Sene Djassi, considera que a fraca qualidade do ensino no país deve-se à classe política guineense.

O sindicalista falava esta semana numa entrevista à Rádio Sol Mansi alusiva à comemoração do dia nacional de professor guineense, que se assinala a 17 de fevereiro, cujo objetivo é homenagear o professor Areolino Cruz.

Sene Djassi, apontou a classe política guineense como maior responsável pela atual situação em que se encontra o ensino público do país.

“A situação de docência tem piorado nos últimos 15 anos devido à falta de “respeito” à classe no país, provocada pelos sucessivos governos”, apontou Djassi que falava numa entrevista exclusiva relativamente à comemoração do dia nacional de professor.

Esta data coincide igualmente numa altura em que as escolas públicas do país estão à beira da segunda vaga de greve projetada pelo SINAPROF.

Já o Presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), a mais antiga organização da classe docente do país, Domingos de Carvalho, considera que a docência perde o valor devido a ausência de visão do estado sobre a política educativa.

“A docência tem perdido alguns estatutos sociais e económicos caracterizado por falta de consideração de valores da classe na sociedade”, afirmou

Para inverter o quadro atual do ensino no país, o comentador permanente da Rádio Sol Mansi para os assuntos da educação, Lamine Sonco, aponta como a solução, colaboração e integração de todos os intervenientes no setor educativo guineense.

O mestre em ciências da educação insiste ainda na união entre sindicatos na luta pela dignificação desta profissão.

“Para mudar este cenário é preciso refletir e cada um sentir-se democrático com vista a alcançar os objetivos”, alertou o também professor universitário que apontou a colaboração entre as partes na luta pelo bem estar da profissão.

O dia 17 de fevereiro foi escolhido em homenagem ao Prof. Areolino Cruz, único professor de uma escola/internato em Cubucaré, sul do país, na época colonial na Guiné-Bissau.

O professor Areolino tornou-se um herói nacional porque, em 17 de Fevereiro de 1964, perdeu a vida na tentativa de salvar os seus alunos, durante um bombardeamento da aviação colonial a Cubucaré.

Por esse motivo, o Dia Nacional do Professor na Guiné-Bissau é comemorado no dia 17 de fevereiro, proclamando, na vida e obra do herói nacional Areolino Cruz, a inspiração para os professores de hoje e amanhã.

 

Por: Ussumane Mané

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