Segurança: ATIVISTAS DENUNCIAM ESPANCAMENTOS NAS CELAS DO MINISTÉRIO DO INTERIOR EM BISSAU
O Coordenador da Frente Popular afirmou hoje que foram torturados e brutalizados até à cela da Segunda Esquadra pelas forças de segurança durante os 10 dias.
A denúncia foi feita esta terça-feira (28 de maio de 2024) numa conferência de imprensa conjunta, entre o Coletivo dos Advogados, a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) e a Frente Popular (FP) na Casa dos Direitos em Bissau.
Armando Lona afirma que nunca imaginava que um cidadão guineense pudesse ser colocado na situação de brutalidade, depois de 50 anos de independência da Guiné-Bissau e sobretudo num Estado de Direito Democrático.
“Espancaram-nos até na prisão, além das brutalidades postas nas redes sociais nunca eu imaginava que na república da Guiné-Bissau depois de 50 anos de independência um guineense podia ser colocado naquela situação”, lamentou o ativista e líder da organização promotora das últimas manifestações que culminaram em dezenas de detenções e espancamentos por parte das forças de segurança afetos ao ministério do interior e da ordem pública.
O advogado Luís Vaz Martins admite ainda a possibilidade de se desencadear uma ação judicial no plano interno e internacional, para responsabilizar pessoas como o Secretário de Estado e o seu ministro de tutela, assim como todos os envolvidos nos atos de tortura dos detidos.
“Vamos desencadear conjuntos de ações judiciais no plano interno assim como como no plano internacional contra as pessoas que deram ordem e todos os que estiveram envolvidos nesta prática”, admitiu o advogado.
O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, este insta também o Ministério Público para abertura urgente de um processo contra os titulares do ministério do Interior.
“Outras leis em vigor na Guiné-Bissau resaltam que todas as provas obtidas com base na tortura são nulas e sem efeitos e apesar de ser nulo contra vítima mas é válido para a responsabilização criminal do torturador”, afirmou o líder da organização defensora dos direitos humanos na Guiné-Bissau reiterando o apelo ao Ministério Público para abertura urgente de um processo contra os titulares do ministério do Interior.
Refira-se que o Ministério Público libertou ontem, os detidos do caso de manifestação do dia 18 de maio, membros da Frente Popular com medidas de Coação, Termo de Identidade e Residência (TIR).
Por:Marcelino Iambi...
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