Saúde Pública: NA GUINÉ-BISSAU PESSOAS CONVIVEM COM LIXO SEM ALGUM PROBLEMA
Apesar de várias campanhas de remoção dos lixos diariamente nas diferentes ruas e artérias do país, continuam amontoados na cidade de Bissau lixos por todos os lados e a provocar nas pessoas doenças de que são vetores ao insetos que pululam sobre os mesmos.
Há meses que esta mesma a situação se registam nas ruas de Bissau, deixando perceber com isto, de estar fora do controlo da Câmara Municipal de Bissau, e é visível aos olhos de todos, que os lixos continuam amontoados no centro da cidade e até nos mercados, e desta forma as pessoas compram doenças que as vezes levam para a suas casas.
A título de exemplo, neste fim-de-semana, um grupo de voluntários militares, paramilitares e funcionários da Câmara Municipal de Bissau estiveram numa campanha de limpeza na cidade de Bissau. Antes disso, há menos de 15 dias, a CMB tinha promovido uma campanha de limpeza onde montes insuportáveis de lixos foram removidos, e no mesmo dia os polícias municipais foram colocados nesses mesmos locais.
Além disso, vê-se as pessoas deitando sujidades, restos de comidas, de produtos e sacos de plásticos nas ruas.
Ouvidos pela RSM, os citadinos de Bissau mostram-se preocupados com o aumento de toneladas de lixos nas avenidas, assim como nos principais mercados da capital particularmente nesta época chuvosa.
Diante de toda esta situação, todas as vezes que se consegue gravar entrevistas com os responsáveis camarárias, onde se pretende levar as pessoas a entenderem o que na realidade está a acontecer, e do porquê da cidade continuar a ser inundada com lixos, e as promessas de medidas a tomar, parece não haver muitas mudanças.
A realidade é que a CMB remove os lixos no período da manhã, da tarde e da noite, mas as pessoas não têm contribuído para solucionar os problemas. A medida em que os lixos são retirados, é na mesma medida que as pessoas colocam os lixos no mesmo local.
Meses passados, a situação chegou a tornar-se insuportável e o cheiro dos lixos tomava conta daa ruas, porque os lixos não foram removidos há várias semanas.
Na realidade, esta situação tem fustigado a vida das pessoas, e os locais servem de habitat para as moscas e outros insetos, o cheiro incomodativo de algumas ruas, que se pode detetar por quem está a metros de distância.
Para entender o impacto da aglomeração dos lixos, inclusive aqueles que dificultam a passagem, a RSM falou com um médico Clínico Geral, Aurelino Wale Indjai, este alerta que os lixos amontoados ao longo das avenidas e nos bairros de Bissau, têm uma consequência negativa na saúde humana, por isso, deve haver uma estratégia relativamente ao seu tratamento.
O médico disse ser fundamental que haja um tratamento correto dos lixos, e alerta que os insetos produzidos nos lixos criam doenças diarreicas graves.
Instado a comentar o fato das pessoas estarem a vender e a caminhar ao lado dos lixos amontados nas ruas, o clínico-geral, Aurelino Indjai, disse que as pessoas devem ser sensibilizadas, pelo facto de que frequentemente correm o risco de vida.
O médico disse que o ideal era que as pessoas saibam lidar com o lixo da melhor forma possível, e a Câmara Municipal também deve fazer o seu papel.
No país, parece ser normal as pessoas conviverem com o lixo sem algum problema.
Por: Elisangila Raisa dos Santos
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