Rui Jorge Semedo: CEDEAO SEM AUTORIDADES PARA RESOLVER CRISES NA SUB-REGIÃO

O politólogo e comentador permanente dos assuntos políticos da rádio Sol Mansi defendeu que os chefes dos estados da CEDEAO perderam autoridade moral para resolverem as situações das crises na sub-região em particular, no Mali.

Amanha, quarta-feira os chefes dos estados, da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental projectam uma cimeira extraordinária através de videoconferência sobre a situação deste país do noroeste da África.

De acordo com Rui Jorge Semedo, a situação do Mali deve ser desencorajada pela comunidade internacional ou seja a ONU uma vez que a junta militar que tomou o poder no Mali e a CEDEAO concluíram três dias de negociações sem acordo para a transferência de poder aos civis.

“Os chefes de estados da CEDEAO perderam autoridades morais porque se não vejamos o caso da Guiné-Bissau onde se usurpou a competência do Supremo Tribunal de Justiça por isso, perante a posição errada nestes países devido as instabilidades, não vejo como a CEDEAO vai resolver o problema no Mali”, atirou o comentador dos assuntos políticos da RSM.

O politólogo admitiu o processo difícil para o Mali porque os militares que assumiram o poder neste país não são actores do jogo democrático para lidar com a comunidade internacional nomeadamente CEDEAO e ONU.

“Penso que o Mali terá problema graves não só com a CEDEAO que mostrou incapacidade na gestao do problema do Mali mais sobretudo com a comunidade internacional de concreto a ONU porque se vejamos, no contexto neoliberal, os países pretendem através da imposição económico condicionar a concepção dos fundos”, sublinhou Rui Jorge Semedo.

Em relação a situação da Guiné-Conacri, Costa do Marfim, e Burkina Faso em que os presidentes pretendem renovar pela terceira vez o mandato Rui Jorge Semedo concluiu que a costa ocidental da África é uma região mais tensa com situação que pode escapar a resolução da CEDAO.

“Olha, temos que admitir que a costa ocidental da África ao nível do continente, é uma região mais tensa sobretudo no que diz respeito a consolidação democrata. A CEDEAO enfrenta enormes problemas com Burkina Faso, Costa do Marfim e Guiné-Conacri onde o estado direito democrático é ameaçado”, admitiu o politólogo.

Na Guiné-Conacri, os opositores tinham protestado contra mudanças constitucionais que consideram de favorecer um terceiro mandato a Alpha Condé.

Enquanto na Costa do Marfim houve protestos depois que o presidente Alassane Ouatara ter anunciado sua candidatura a um terceiro mandato deixando seis mortos e 100 feridos em três dias.

Por: Marcelino Iambi

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