“RISCOS CLIMÁTICOS TÊM AUMENTADO VULNERABILIDADE DAS FAMÍLIAS E A INSEGURANÇA ALIMENTAR” – diz Nelvina Barreto.
A coordenadora da Unidade de Ambiente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Nelvina Barreto, afirmou, hoje, que os riscos climáticos têm perturbado os meios de subsistência dos guineenses, sobretudo dos que vivem nas zonas costeiras.
A afirmação foi feita momentos antes da apresentação de dois estudos sobre o “mapeamento das zonas costeiras e avaliação ambiental e social estratégica na zona costeira”, realizados no quadro do Projeto de Reforço das Capacidades de Adaptação e a Resiliência Climática das Comunidades Costeiras do país, várias vezes Vulneráveis aos Riscos Climáticos (COASTAL).
Segundo Nelvina Barreto estes riscos climáticos têm perturbado os meios de subsistência e aumentado a vulnerabilidade das famílias e a insegurança alimentar.
“A maioria da população da Guiné-Bissau e a sua economia dependem dos recursos naturais, especialmente de dois setores; a agricultura e a pesca, e necessitam destes recursos para a sua subsistência e rendimentos. Mas, estes dois setores enfrentam ameaças imediatas das alterações climáticas em especial a subida do nível da água do mar e a desertificação”, disse.
Para fazer face a estes desafios, a antiga ministra da Agricultura e Desenvolvimento Rural e agora coordenadora da Unidade do Ambiente do PNUD, diz que torna-se urgente despertar a consciência e a vontade de todos os atores nacionais, para delinearem as estratégias, conceber mecanismos da adaptação e mitigação às alterações climáticas, apoiar o processo de planeamento para criar resiliências a choques climáticos, e assegurar a sustentabilidade dos investimentos ao longo prazo.
“É neste senda que o PNUD e o governo da Guiné-Bissau associam-se nesta iniciativa neste iniciativa para partilhar conhecimentos e informação, suscitar o debate público e uma maior compreensão ao nível nacional dos riscos e ameaças que pesam sobre a Guiné-Bissau”, sustenta.
Entretanto, o diretor nacional do projeto COASTAL, Lourenço Vaz, em representação do ministro do Ambiente, Biodiversidade e Acão Climática, enalteceu a importância do estudo para as zonas costeiras do país.
“São cerca de 150 quilómetros, a partir da costa, que congrega talvez os maiores ativos biológicos do país, começando pelas florestas até às pescas, começando pelas florestas até as pescas, e todos nós sabemos que nesta zona costeira concentram-se as maiores atividades económicas do país”, enfatiza.
Realiza-se, hoje, em Bissau, a Apresentação dos Estudos de Adaptação Climática e Resiliência para as Comunidades Costeiras Vulneráveis. O evento ressalta o compromisso contínuo com a sustentabilidade ambiental e a proteção das comunidades vulneráveis.
Por: Braima Sigá
- Created on .