RESPONSÁVEIS E TÉCNICOS ENERGÉTICOS DOS PAÍSES BENEFICIÁRIOS DO PROJECTO ENERGÉTICO DA CEDEAO ESTÃO REUNIDOS EM BISSAU

O director-geral da Energia disse, hoje, que o Projecto da Rede de Acesso a Electricidade da Comunidade Económica da África Ocidental (PRAE-CEDEAO) tem desempenhado um papel fundamental na ampliação do acesso à energia sustentável e acessível ao país.

“O projecto PRAE tem desempenhado um papel fundamental na ampliação do acesso à energia sustentável e acessível na Guiné-Bissau. A iniciativa visa fortalecer a capacidade de geração, distribuição e acesso a electricidade especialmente em comunidades rurais e pelo urbano”, diz Carlos Alberto Andem na abertura da Reunião do Comité de Pilotagem do Projecto de Rede do Acesso a Electricidade da CEDEAO, que vai reunir entre hoje e amanhã, em Bissau, os técnicos e responsáveis energéticos dos três países membros, nomeadamente a Guiné-Bissau, Mali e Gâmbia, para a reunião anual do projecto.

Carlos Andem destaca, no entanto, os principais impactos do projecto como: “aumento da taxa da electrificação, expansão do acesso da electricidade para populações que anteriormente não tinham acesso, promovendo inclusão social e a redução da desigualdade energética. Fomento das atividades económica locais como comércio e os serviços impulsionados pela disponibilidade da energia elétrica estável e contínua. Promoção de uso de fontes de energias renováveis, contribuindo para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa e reforço dos sectores essenciais como saúde e educação”.       

A cerimónia da abertura dos trabalhos foi presidida pelo director-geral da Energia e Minas da CEDEAO, na ocasião o diretor-geral adjunto da Empresa da Electricidade e Água da Guiné-Bissau, Erineu da Silva, realçou a importância do projecto para o futuro da Guiné-Bissau, porque vai poder satisfazer as necessidades das populações e potencializar o crescimento económico das regiões.

“O PRAE [Projecto da Rede de Acesso a Electricidade] em conjunto com o projecto da OMVG, onde serão conectadas as linhas de transporte através das quatro subestações já em funcionamento terá influência directa na vida das nossas populações uma vez que o custo da aquisição da energia baixará consideravelmente quando comparado com os valores exorbitantes praticados pelos pequenos produtores nas regiões”      

A reunião do Comité de Pilotagem é uma oportunidade para analisar os progressos, identificar os desafios e definir as estratégias para maximizar os impactos do projeto nos países membros desde 2019 a esta data, uma vez que a fase piloto deve terminar em 2025, segundo a previsão. 

 

Por: Braima Sigá

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