Relatório FMI. “ TRÊS EM CADA 10 CRIANÇAS, NÃO TÊM ACESSO A ESCOLA. TAXA DE ALFABETIZAÇÃO DOS JOVENS DE 15 A 24 ANOS É DE 75% NA REGIÃO SUB-SAARIANA”

O departamento Africano do Fundo Monetário Internacional (FMI) disse que o crescimento do rendimento “per capita” na região da África Sub-saariana (da qual a Guiné-Bissau faz parte) abrandou, enquanto que triplicou nas economias em desenvolvimento em outras regiões.

Essas constatações constam do relatório do departamento Africano do FMI, cujo título é “uma recuperação tímida e dispendiosa” divulgado hoje em Washington DC, Estados Unidos de Ámerica em decorrência da reunião de primavera desta organizaçao e do Banco Mundial.

O ecominista do departamento, Thibault Lamaire, disse a Rádio Sol Mansi que há um declínio contínuo da ajuda pública ao desenvolvimento nas últimas décadas nesta região.

“ O Investimento estrangeiro e o número de projetos anunciados aumentaram no ano passado, mas continuam desafios importantes para a região como a contracção de financiamento – dados preliminares mostram menores financiamentos externos para o setor público e o incremento dos serviços da dívida pública - também um declíneo contínuo da ajuda pública ao desenvolvimento nas ultimas décadas”, diz acrescentando que “ desde o início do ano 2000, o rendimento per capita da região menos que duplicou, quando mais que triplicou em outras economia em desenvolvimento em outras regiões e também o último desafio que a região tem confrontado depois da pandemia, é a intensificaçao da instabilidade política, com 18 eleições nacionais associadas a tensões sociais e ao impacto das alterações climáticas. Então, por tudo isso, fala-se de uma recuperação tímida e dispendiosa”.

O relatório anuncia que 3 em cada 10 crianças, não têm acesso a escola e a taxa de alfabetização dos jovens de 15 a 24 anos, é 75% na região sub-saariana contra 90% em outros países em desenvolvimento.

“ Três em cada 10 crianças da regiao, não têm acesso a escola e em toda a região, são 100 milhões de crianças. Também a qualidade da educação é importante e a taxa de alfabetização dos jovens de 15 a 24 anos, é de 75% na região sub-saariana contra 90% em outros países em desenvolvimento, e muitos jovens deixem a escola sem saber ler ou escrever”, anunciou o economista.

Sobre esta situação, o FMI aconselha os governos nesta região a aumentar as suas receitas como recursos para investimentos e despesas da educação. “ A ideia é realmente proteger as despesas existentes no setor educativo e aumentá-la quando for possível”.

O documento recomenda ainda o melhoramento das finanças públicas sem comprometer o desenvolvimento e para fazer isso, deve-se aumentar as receitas do estado para evitar a corte de despesas essenciais.

“ Isso se pode fazer simplificando o sistema fiscal, alargar a base tributária, melhorar o cumprimento das obregações, também é importante definir o ritmo dessa consolidação. Idealmente, as medidas devem passar-se ao longo do tempo, mas também algumas medidas podem ser urgentes devido ao escassez de fundos (…). É importante que essas medidas têm repercussões, e é aí que FMI recomenda um apoio específico ás populações mais vulneráveis da região”

De referir que o relatório recomenda, no caso de corte de algumas despesas, o reforço da confinça da população para obter apoios e uma comunicação clara da importância deste processo ao longo prazo.

Por. Nautaran Marcos Có

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