“REALIDADE TESTEMUNHA QUE AINDA HÁ MUITO POR FAZER DIANTE DOS PACTOS ASSUMIDOS PARA ESTABILIZAR A SUB-REGIÃO” - diz presidente do Conselho de Ministros da CEDEAO

A presidente do Conselho de Ministros e do Conselho de Mediação e Segurança da CEDEAO reconheceu, hoje, que apesar de alguns avanços notáveis, a realidade testemunha que ainda há muito por fazer para se estabilizar a sub-região.

“Apesar de alguns avanços locais notáveis caso das missões de estabilização na Guiné-Bissau e na Gâmbia – a realidade testemunha que ainda há muito por fazer diante dos compromissos políticos assumidos para estabilizar a nossa sub-região e garantir a segurança e a paz duradouras. Disso o exemplo da contínua e crescente perturbação violenta do fenómeno do terrorismo, da insegurança e o extremismo violento, sobretudo nos países em transição política, nomeadamente o Burquina Faso, o Mali e a Guiné”. As palavras da Chefe da Diplomacia Guineense foram registadas esta manhã, na abertura oficial dos trabalhos da 50ª Reunião Ordinária do Conselho de Mediação e Segurança da Organização Oeste Africana, a decorrer neste momento em Bissau.

Suzi Carla Barbosa disse ainda que “temos a responsabilidade de acompanhar e exigir que sejam respeitados os mecanismos da CEDEAO que garantem a sustentabilidade dos valores da democracia e da boa governação, sobretudo o Protocolo relativo ao Mecanismo de Prevenção, de Gestão e Resolução de Conflitos, de Manutenção da Paz e Segurança, e o Protocolo Adicional sobre Democracia e Boa Governação, bem como a operacionalidade do Sistema de Alerta Precoce, tanto a nível político como na prevenção de catástrofes humanas”.

Na mesma ocasião a governante guineense que agora cessa as suas funções da presidente do Conselho de Ministros e do Conselho de Mediação e Segurança da CEDEAO convidou os membros do conselho, a assumirem uma responsabilidade acrescida no atual contexto internacional difícil que se apresenta, com efeito, desafios incontornáveis e inadiáveis no que diz respeito à garantia de segurança coletiva dos Estados Membros.

“A este nobre Conselho cabe uma responsabilidade acrescida neste contexto internacional difícil e que apresenta, com efeito, desafios incontornáveis e inadiáveis no que diz respeito à garantia imprescindível da segurança coletiva dos Estados Membros e à consequente estabilidade política dos mesmos, considerando a necessidade imperiosa de triunfar com a máxima urgência na prevenção e na luta contra o terrorismo no Sahel e no Golfo da Guiné, constituindo este fenómeno uma ameaça existencial séria às nossas sociedades livres, democráticas e pluralistas”.

A presidente do Conselho de Ministros e do Conselho de Mediação e Segurança da CEDEAO afirma ainda que “constitui um imperativo acelerar o processo de criação de uma Força em Alerta da nossa Organização que tenha Mandato, composição e meios modernos necessários a assegurar a eficiência das suas operações e a eficácia das suas missões legitimamente cometidas pelos povos e Estados da CEDEAO em prol da segurança coletiva, do bem-estar e do desenvolvimento comunitário na esteira dos princípios e objetivos estabelecidos pela visão 2050”.

A agenda de trabalho desta quinquagésima Sessão do Conselho de Mediação e Segurança que visa analisar o Relatório desta Comissão a nível de embaixadas e vários memorandos ligados ao processo de transição e restauração da Ordem Constitucional; a Ativação da Força de Alerta da CEDEAO; a Situação das Missões de Estabilização da CEDEAO e os Impactos sobre a situação humanitária na região.

 

Texto e Imagem: Braima Sigá

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