Quinzena dos Direitos. SOCIÓLOGO AFIRMA QUE MINISTROS DE EDUCAÇÃO NÃO CONHECEM NADA DA ÁREA

O Sociólogo e ativista social Miguel de Barros afirmou hoje que a Guiné-Bissau, é um país onde os ministros da educação não conhecem nada de educação e com três anos consecutivo de não funcionamento do sistema educativo.

Miguel de Barros falava a margem da inauguração da feira de livros nas instalações da casa do direito, organizado pela Liga dos Direitos Humanos (LGDH), no quadro da celebração das atividades na quinzena dos direitos

Na mesma ocasiao, Barros criticou, os sucessivos ataques a que os jornalistas tem vindo a sofrer no seus trabalhos e sem nenhuma proteção

“ (..) Quero saudar a comunicação social que são vítimas de violações de vários direitos e não tem tido proteção necessária para realizar o seu trabalho e que constantemente, têm sido vítimas de perseguição de poder político, portanto, esta quinzena é vossa e é o momento na qual queremos discutir e debater sobre as condições para a proteção e salvaguarda da liberdade de imprensa na Guiné-Bissau”, disse.

Por outro lado, acrescentou que na inauguração desta feira de livro, “ há três palavras fundamentais para nós: a Guiné-Bissau é um país sem feiras de livro, sem plano nacional de leitura, sem biblioteca pública, sem escola, e ainda é um país com três anos consecutivo de não funcionamento do sistema educativo e com o primeiro liceu em construção há mais de um ano, onde não há salários para os professores e os mesmos são vítimas de prisão dentro da sala de aulas”.

O sociólogo foi ainda mais longe ao considerar que a Guiné-Bissau “ é um país onde os ministros da educação não conhecem nada de educação e o poder político é completamente analfabeto, para isso é necessario reinvindicar o direito a educação, sobretudo, reconstruir o sistema educativo”,.

Por outro lado, sublinhou que no país, o conhecimento é banalizado e “ quem tem possibilidade de transmitir conhecimentos, é perseguido”, daí que aponta a luta para defesa do conhecimento.

“ O acesso ao livro, a partir da quinzena dos direitos, não é um privilegio, é uma oportunidade de continuar a inspirar a sociedade de que o saber passa por acesso ao conhecimento e poder ter uma feira de livro nos dias de hoje onde o conhecimento é banalizado e quem tem possibilidade de trasmitir o conhecimento é perseguido, interpela-nos sobre a necessidade de continuar a colocar esses instrumentos para as pessoas que precisam desse conhecimento para melhor tomada de decisão”, sublinhou.

De referir que, a margem da inauguração, a liga homenageou a presidente da Associação pela Cooperação entre os Povos (ACEP), Fátima Proença, cuja salão da casa do direito, foi batizado com o seu nome.

Por. Nautaran Marcos Có

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