Projecto Ntene terra: MULHERES CONTINUAM A SER DISCRIMINADAS NA DIVISÃO DAS HERANÇAS DA TERRA

As mulheres guineenses denunciam que ainda continuam a ser discriminadas no que concerne a repartição das propriedades de terra.

A consultora para a área do género do projeto “Ntene Terra” Binta Baldé disse que apesar das descriminações que se verificam, as mulheres estão a participar de uma forma massiva para a efectivação dessas estruturas dos polos na Guiné-Bissau.

“Tem sido muito recompensador porque as mulheres têm á participar com muita frequência e com muita responsabilidade encararam esse projeto como algo que veio para lhes ajudar, inclusive muitas mulheres reportaram muitos casos da violação dos seus direitos enquanto mulheres, também denunciam que são descriminados principalmente, quanto ao assunto da herança. (…) São esses trabalhos que as estruturas vão levar a cabo junto as autoridades nacionais para advogar e apoiar qualquer mulher que recorre a essas estruturas” explicou a responsável.

As denúncias feitas hoje durante um encontro mantido com as mulheres e alguns homens das diferentes organizações da sociedade civil e poderes tradicionais para discutir sobre a criação dos polos de apoio técnico de acesso a terra para as mulheres a nível nacional.

Para os participantes, com a implementação dessas estruturas ajudará as mulheres a beneficiarem dos seus direitos perante as repartições das terras.

“A Criação desses polos vão ajudar realmente as mulheres na medida de puderem beneficiar dos seus direitos dentro das famílias”, diz adiantando uma outra participante que “as estruturas que estão a ser criadas reforçarão as outras já existentes para sensibilizar as pessoas, mas, em particular os homens que realmente devem dar as mulheres as posses de terras que lhes pertencem”.

O projeto “Ntene Terra” foi financiado pela União Europeia e implementada através da FAO para apoiar a política do desenvolvimento do governo da Guiné-Bissau.

Brevemente, terminará o seu trabalho no país, mas para não desaparecer com a sua missão, pretendem criar as estruturas nas diferentes regiões para que possam continuar a desempenhar as funções de advogar para as mulheres no que tem a ver com o acesso a terra.  

 

Por: Diana Bacurim  

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