PROFESSORES PÚBLICOS DA GUINÉ-BISSAU EM GREVE
As escolas públicas da Guiné-Bissau estão paralisadas., a partir desta segunda-feira (15), mais uma vez. Desta vez os sindicatos fizeram a mesma frente e exigem do governo o pagamento dos retroactivos aos professores que saíram nos diferentes anos e, no entanto, a melhoria de condições do trabalho
A greve foi, que terá a duração de dez (10) dias úteis, foi confirmada pelos dois sindicatos do sector, Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) e o Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF), respectivamente, depois de uma negociação falhada com o governo, na sexta-feira.
No pré-aviso de greve que a Rádio Sol Mansi (RSM) tem acesso, os professores, igualmente, exigem do governo, entre outros, a conclusão da revisão e a posterior aplicação do Estatuto da Carreira Docente, publicado no Boletim Oficial a 29 de Março de 2011 e a inclusão dos envolvidos no processo do ensino na gerência de fundo escolar nas diferentes escolas.
Os professores guineenses querem, igualmente, que sejam incluídos como observadores nos processos de recrutamento, avaliação e colocação dos docentes públicos e que sejam retomadas e reforçadas as inspecções nas escolas.
Nas primeiras horas da greve que arranca nesta segunda-feira, numa entrevista á RSM, o presidente da equipa negocial, Bunghôma Duarte Sanha, diz que os professores estão determinados nas suas reivindicações e remetem ao governo as consequências que possam advir.
“Antes do fim da presente greve iremos anunciar a próxima estratégia para fazer valer os nossos direitos”, ameaça.
A RSM sabe que as negociações para a suspensão da greve devem ser retomadas esta terça-feira (16/05) e também tentamos obter a reacção da confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau (CONAEGUIB), mas promete reagir amanhã em conferência de imprensa.
Entretanto, também o nosso repórter fez uma ronda nas escolas públicas da capital Bissau e constatou que as aulas estão quase paralisadas com excepção de algumas turmas com alguns professores e menos de 10 anos a assistirem aulas num universo de 40.
A greve nas escolas públicas tem sido recorrente a apesar dos esforços dos parceiros do país em acabar com paralisações que, com consequência, por vezes faz com que o ano seja considerado nulo.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
- Created on .