PRISIONEIROS PEDEM CENTROS DE FORMAÇÃO DENTRO DAS PRISÕES
Os detentos dos centros prisionais da Guiné-Bissau querem a criação de estratégias para a reintegração social e a implementação de escolas de formação técnico-profissional dentro dos centros prisionais de todo o país.
Falando no ato da confraternização, realizado no centro prisional de Bafatá (destinado às pessoas com sentenças ditadas), em nome dos reclusos, Mendje Baticã, reconhece que prisão é um lugar de reflexão profunda “para quem falhou na vida”, mas foram esquecidos pela sociedade.
“Queremos que façam de prisão um lugar de redirecionar os perdidos com o rumo”, pedem os reclusos.
Os prisioneiros querem a melhoria das celas e ainda dos centros prisionais, porque não existem condições para os reclusos e a viatura não dispõe de condições necessárias nem para transportes para o hospital e nem para a necessidades dos Guarda-Prisionais.
Eles denunciam que os estabelecimentos prisionais têm problemas de humidade e de higiene.
“Ajudem-nos com um tratamento médico e também temos problemas de humidades”, pedem os reclusos guineenses.
Na mesma ocasião, o Diretor-Geral dos estabelecimentos prisionais do país, Ibraima Djaló, aconselha os prisionais a terem um bom comportamento que são dos fatores predominantes para serem libertados e para maior e melhor reintegração social.
Há anos que a situação dos centros prisionais do país é criticada por várias organizações dos direitos humanos e até por governantes do país. A Liga Guineense dos Direitos Humanos, por exemplo, já havia denunciado as deploráveis condições nas prisões.
O fato preocupante é a situação desumana vivida nas celas que na maioria das vezes são superlotadas e não existem tratamentos condignos.
Por várias veze, os Guara-prisionais promoveram greves exigindo além da melhoria laboral, mas também dos centros prisionais e da dignidade dos reclusos.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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