PRIMEIRO-MINISTRO DEFENDE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÕES ANTECIPADAS
O Primeiro-Ministro, Umaro Sissoco Embalo, diz que mesmo com a demissão do seu governo a crise política vai prevalecer. Sissoco defende, no entanto, a dissolução do parlamento e a convocação das eleições
Umaro Sissoco Embalo que falava, esta segunda-feira (18), aos jornalistas, após uma visita á Radiodifusão Nacional (RDN), na sequência de alguns materiais que o Ministro da Comunicação Social tem para oferecer os órgãos da comunicação públicos do país, diz ainda que mesmo com a nomeação de Augusto Olivais ou de Fadia (ministro das finanças) e com a permanência do seu governo, o problema vai continua e por isso pede dialogo e confiança entre os guineenses.
“Existem duas soluções, ou as pessoas irem às eleições ou o presidente dissolva o parlamento”, sugere.
O primeiro-ministro diz ainda que não deve haver radicalismo em relação a resolução do poder.
Sissoco diz ainda que a sua nomeação é de confiança do Presidente da República e ele é o primeiro-ministro que veio do “consenso parlamentar”.
“O presidente não anunciou que vai demitir o primeiro-ministro. Sou um primeiro-ministro que vem da confiança do presidente e enquanto isso a nossa relação vai ser cordial como sempre”, justifica.
No final de semana o presidente da república apresentou roteiro de dez (10) pontos submetido aos pares da CEDEAO para a saída da crise política. Um dos pontos é a demissão do primeiro-ministro e a convocação de consultas para a escolha de novo chefe do governo que deverá ter consenso da maioria parlamentar. O roteiro vai ainda ser discutido pelos signatários do acordo de Conacri.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
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