PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DAS DOMÉSTICAS PRESO DURANTE MANIFESTAÇÃO

A Associação Nacional de Protecção dos Trabalhadores Domésticos confirma a detenção do presidente da organização por parte de um grupo de homens fardados alegadamente pertencentes ao ministério do interior.

Segundo um dos membros da organização, ouvido esta manhã, pela Rádio Sol Mansi (RSM), a detenção de Sene Cassamá vem na sequência de vigília realizada nos últimos dias em frente ao Ministério da Educação para exigir o pagamento das devidas dos seus salários em atraso.

Nene N`bunde explica à RSM que o ministro teria mandado uma lista com o nome da maioria de empregadas domésticas foi cortada, e na sequência Sene teria criado momentos de protestos.

“Depois disso o ministro ameaçou mandar forçar para nos tirar daqui, mas antes tinha dito ao nosso presidente que ele estaria disponível para tudo. Depois de várias conversas prenderam além de Sene mais 5 elementos da nossa organização”, explica Nené.

N`bunde acusa ainda o Ministro da Educação, Cirilo Mamasaliu Djalo, que ter insultado os elementos e de estarem a criar reivindicações ao mando do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde.

“Nós estamos aqui a reivindicar o nosso dinheiro, porque nem dinheiro para ir ao hospital temos. Estamos aqui a trabalhar há mais de 10 anos e não pagam os nossos salários”, sustenta a doméstica ouvida pela Sol Mansi.

Entretanto, em relação a estas denúncias, a RSM falou com o assessor de imprensa do Ministério da Educação, Amadu Uri Djaló, que nega o envolvimento do ministro da educação na detenção do presidente desta organização que zela pelos direitos das empregadas domésticas.

Amadu Uri explica que Sene foi preso pelas entidades responsáveis pela ordem pública que entendem que ele [Sene] está a criar caus e confusão numa instituição pública.

“O ministério da educação não têm algo a ver com esta detenção e penso que as próprias entidades que detiveram Sene não o fizeram pela má-fé porque ele [Sene] estava a ultrapassar todos os limites”, sustenta Djaló.

Apesar da detenção do seu presidente, as empregadas domésticas continuavam em barricada próximo ao ministério da educação e no local a RSM constatou que estavam mais de 6 policiais fardados no recinto do ministério.

No entanto, o pessoal menor das escolas públicas apela a intervenção dos deputados da nação assim como do presidente da república para resolução desta situação e pela consequentemente libertação dos seus 6 elementos.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Turé da Silva

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