POLITÓLOGO DISSE QUE O PR CESSANTE ESTÁ A PATROCINAR DESORDEM NO PAÍS
O politólogo guineense, Rui Jorge Semedo, disse que na Guiné-Bissau assiste-se um Estado de desordem com dois primeiros-ministros; um saído das eleições legislativas e outro nomeado e empossado, ontem (29 de Outubro), pelo Presidente da República (PR) cessante
Em análise à Rádio Sol Mansi (RSM) para falar da posse do primeiro-ministro nomeado pelo PR cessante, Rui Jorge Semedo, que é analista dos assuntos políticos da RSM, disse que Mário Vaz está a patrocinar desordem no país e alerta que a Guiné-Bissau não está suficientemente preparada para enfrentar situações destes tipos.
“Qualquer atitude, igual ao que o PR cessante tomar, que vai fora das orientações legais é um grave atentado ao Estado de direito democrático e à democracia. O PR cessante está a patrocinar uma desordem porque o país não está suficientemente preparado para encarar esta situação já que existe esta dicotomia e divisão muito visível”.
Rui Jorge Semedo disse que a estratégia do PR cessante visa adiar as eleições de 24 de novembro começando pelo atraso no início da campanha eleitoral prevista para o próximo dia 02 de Novembro.
“Esta estratégia, além de anticonstitucional, visa sobretudo contribuir para o adiamento das eleições. Se continuarmos neste impasse automaticamente não existem condições para o início da campanha e isso irá alterar cronograma estabelecida pela Comissão Nacional de Eleições e isso irá obrigar mais um desenho. Estamos perante o adiamento das eleições”.
Em relação a reacção da comunidade internacional em relação aos últimos acontecimentos políticos no país, Rui Jorge disse que as posições são positivas porque não está na lógia de pressionar a presidência da república.
“As acções da comunidade internacional, nesta primeira fase, visam alertar o PR cessante de que a atitude tomada não enquadra dos princípios constitucionais e também que viola os acordos assumidos com a comunidade internacional”.
O analista disse ser obrigatória que as forças de defesa e segurança a manterem equidistantes da situação e cumprindo sempre as leis da república. Caso aceitarem manipulações, Semedo disse que isso poderá criar rotura na própria estrutura castrense.
“O que se exigem este momento às forças de segurança e da defesa é que continuem a manter postura republicana. Dentro de uma perspectiva legal estão apenas para cumprir os preceitos legais”.
A Guiné-Bissau conta agora com dois primeiros-ministros, um saído das eleições legislativas de 10 de Março e outro nomeado e empossado pelo PR cessante. Apesar do decreto, Aristides Gomes disse que continuará na prematura e empenhado na realização das eleições que devem decorrer daqui a 25 dias.
Na prematura ainda não se vê a presença de Aristides Gomes, segundo uma fonte é devido a sua agenda de trabalho, também não de vê a presença de Faustino Fudut Imbali.
Entretanto, os trabalhos decorrem normal e as forças de segurança foram reforçadas e o controlo redobrado para a entrada, as pessoas são revistadas antes de entrar.
Aristides conta com o apoio da comunidade internacional. A CPLP reitera o seu apoio ao governo legitimo presidido por Aristides Gomes. Também o secretário executivo da CPLP disse, hoje, que o Governo da Guiné-Bissau saído das anteriores eleições legislativas, demitido na segunda-feira, por decreto presidencial, “é legítimo” e que a organização seguirá eventuais sanções.
Entretanto, a Comunidade Económica do Estados de Africa Ocidental (CEDEAO) visa que de qualquer forma, impedirem a continuação suave do processo eleitoral actualmente em andamento para as eleições presidenciais de 24 de novembro de 2019 estarão sujeitos a sanções.
Também o Portugal reconhece como legítimo Governo de Aristides Gomes e apela ao Presidente Mário Vaz para reconsiderar a exoneração e consequente nomeação de um novo primeiro-ministro.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Quina Nhaté
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