Política: LÍDER DA APU –PDGB DENUNCIA EXISTÊNCIA DE ARMAS ILEGAIS NO PALÁCIO DA REPÚBLICA
O líder da Assembleia do Povo Unido- Partido Democrática da Guiné-Bissau (APU-PDGB) denunciou, hoje, que tanto o Ministério da Defesa assim como o Estado-Maior das Forças Armadas desconhecem da quantidade de armas que se encontra no Palácio da República.
“Os contentores de armamentos chegam ao porto de Bissau é descarregado diretamente a Presidência da República e, ouve a conversa entre eu e o ministro da Defesa [na altura Sandji Fati] de que o Estado-Maior não tinha o conhecimento e o Ministério da Defesa não tinha o conhecimento de facto da quantidade de matérias que é entregue ao presidente da República”, revelou Nuno Gomes Nabiam, em conferência de imprensa, realizada na sua residência privada, em Bissau.
Nabiam disse que “é uma preocupação hoje, levantei esta questão porque, tenho a duvida se na verdade o Ministério da Defesa acompanha ou tem acompanhado a entrada destes materiais bélicos na Presidência da Republica”.
Em relação a situação das drogas no país, o antigo governante afirma que “todos nós sabemos que a PJ (Polícia Judiciária) abriu um inquérito de uma suposta avião “Jato” que veio e trouxe uma quantidade enorme de drogas, mas estas drogas está aonde? temos conhecimentos que já foram apanhados individualidades políticas que estavam a transportar a droga de Bissau para Portugal. Portanto todo o mundo sabe que de facto existe quantidade enorme de drogas no país mas é preciso que as autoridades tenham capacidade de fazer um trabalho de esclarecer a população, porque isso, não pode ficar sem que seja explicado à população, tanto a nível internacional, as pessoas estão preocupados, querem saber se o avião que estava a ser investigado troche ou não a droga para a Guiné-Bissau”.
No entanto, Nuno Nabiam pede que o Chefe de Estado seja “investigado” assim como qualquer outro cidadão que esteja ao serviço do país.
“O presidente da República deve ser investigado, em Portugal, o presidente Marcelo [Rebelo de Sousa] está a ser investigado, porque que o presidente da Guiné-Bissau não pode ser investigado? na América o presidente [Joe] Biden está a ser investigado, “O Donald Trump” está a ser investigado, portanto todos nós somos cidadãos e servidores públicos e quando há algo de mal temos que ser submetido a prova”, defende o ex-chefe do governo, na Presidência do Umaro Sissoco Embaló.
Questionado o porquê de só agora vir ao público, com as críticas e denúncias contra as irregularidades e atropelos do Presidente Sissoco Embaló, Nabiam afirma que estava a tentar convencer o Presidente da República a ser um “homem democrático”, mas este não o quis ouvir.
“Levou todos estes tempos para pronunciar sobre todas estas irregularidades e todos estes atropelo do presidente da República, porque tivemos que esforçar de facto, gerir para que não deixamos que o projeto caia, neste sentido tivemos que de facto esforçar, negociar e conversar com o presidente da República, para ele seja de facto um homem democrático, ele foi eleito democraticamente, porque ganhou as eleições e esperávamos o presidente da República com um outro atitude e, gerindo toda essa situação, levou toda este tempo e chegou a altura e de facto temos que pronunciar e, é isso que estamos a fazer agora”.
Nuno Nabiam foi o responsável que empossou à revelia o Presidente Embaló, em 2020, em plena disputa judicial, entre o candidato derrotado Domingos Simões Pereira com a Comissão Nacional de Eleições (CNE).
Na altura, Nabiam estava a desempenhar as funções de 1° vice-presidente da Assembleia Nacional Popular. Com o empossamento do Sissoco Embalo, em 27 de fevereiro, de forma simbólica, o recém-empossado destituiu o governo saído das legislativas de 2019, ganhas pelo Partido Africano para Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e nomeou Nuno Nabiam para chefiar o governo e, este liderou o executivo até às legislativas de 2023, ganhas pela Coligação PAI-TERRA.
Por: Braima Sigá
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