POLÍCIAS LANÇAM GÁS LACRIMOGÉNEO CONTRA CASA DO LÍDER DO PRS

As forças de segurança lançaram gás lacrimogénio na residência do presidente do Partido da Renovação Social (PRS) com a intenção de dispersar os militantes que tentam realizar a reunião extraordinária da comissão política do partido.

Não podemos confirmar se houve ou não feridos durante o confronto, mas sabemos que o gás atingiu ao interior da casa onde também estão crianças e familiares de Fernando Dias. No confronto, alguns jornalistas foram atingidos e um desmaiou e foi levado de imediato ao hospital.

Entretanto, as forças tinham sido colocadas desde as primeiras horas no arredor e na sede do PRS com o intuito de proibirem militantes de terem acesso ao interior da sede de Bissau, apesar disso, o líder de renovadores e um número considerável de militantes conseguiram entrar e proceder à abertura da reunião que visa analisar a situação política do país e a situação do partido diante dos inconformados com a atual liderança que exigem a realização de um congresso extraordinário.

No seu discurso de abertura, à revelia da imposição das forças de segurança, o presidente interino do Partido da Renovação Social (PRS), Fernando Dias, denuncia que as forças de segurança foram colocadas em “todas as localidades e todos os hotéis foram bloqueados”, e portanto, acusa o presidente da República de estar a abusar de força para invadir a sede do partido com a intenção de espancar pessoas.

“Somos um partido democrático. Sabemos aonde saíram as ordens, mas vamos dizer Umaro Sissoco Embaló que o PRS não será assassinado”, avisa.

Fernando Dias avança ainda que ontem estavam a questionar a situação dos presos e que sejam libertados porque “caíram numa situação de injustiça” o que o tribunal disse, e agora as pessoas estão a evocar a decisão do tribunal.

“A decisão do tribunal começou a existir só hoje”, questiona Fernando Dias.

“Quando o tribunal ordenou a liberdade dos prisioneiro e hoje um morreu, porque o ministro do interior, Botche Candé, não ordenou a imediata soltura destas pessoas porque já tem a decisão do poder judicial, e só no PRS que Botche Candé está a decidir”, justifica.

Ele disse que ordenaram as forças de segurança para espancar os militantes e “por isso saímos da nossa casa, entramos na nossa sede para morrermos, porque já estamos habituados a morrer”.

Dias acusou o chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, de estar a abusar nas pessoas com suporte do Chefe de Estado Major-general das Forças Armadas, Biaguê na Ntam.

Na resolução do partido lido por Roberto Mbesba, durante a realização da mesma reunião, o PRS retira confiança política dos seus elementos que constam na lista dos inconformados, incluindo, Ibraima Sori Djaló, indigitado para liderar a comissão Ad-Hoc, Felix Nandunguê, Ilídio Vieira Té, Sertório Biote, Orlando Mendes Veigas, Augusto Poquena, Fernando Augusto Cabi, Edneusa Lopes da Cruz, Dioniso Cabi, Mónica Buaro, Francelino Cunha, João roberto Metcha, Françoal Dias e Aladje Sonco.

Num universo de 276 membros da comissão política, segundo o partido, estavam presentes na reunião exatos 201 elementos da mesma comissão.

Durante a invasão das forças à sede do PRS podiam ser escutadas palavras como “PRS não será travada” e “se alguém quiser o partido, deve provar na comissão política”.

Refere-se que, na semana passada, a comissão Ad-hoc criada para a gestão transitória do PRS, criada pelos altos dirigentes inconformados à revelia da direção superior do partido, liderado por Fernando Dias, tinha avisado que a convocação de “qualquer” órgão do partido passa a ser da responsabilidade “única” e” exclusiva” do presidente da mesma comissão.

A mesma comissão justifica a decisão com o despacho do Supremo Tribunal de Justiça que, segundo a mesma fonte, informa que depois da morte do presidente Nambeia os órgãos do PRS estão caducados.

Por: Ussumane Mané

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