PM RECUSA COMENTAR A PERMANÊNCIA DO AIRBUS A340, RETIDO EM BISSAU HÁ MAIS DE UM ANO
O Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, recusou, hoje, comentar a situação do avião Airbus A340 estacionado no Aeroporto Internacional e retido a mando do próprio nos finais de 2021, proveniente da Gâmbia.
“Não viemos falar disso aqui, não é o assunto da nossa visita”, limitou-se a dizer, o primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabiam, em declaração aos jornalistas no final da visita efetuada à único aeroporto do país, em Bissau, para se inteirar da situação de segurança, depois de ser confrontado com a questão do avião retido a mais de um ano ao lado da pista do aeroporto internacional Osvaldo Vieira.
Nos últimos meses de 2021, o presidente da República e o primeiro-ministro estiveram de costas voltadas por causa desse avião Airbus A340, que o Governo mandou reter no aeroporto de Bissau onde aterrou vindo da Gâmbia.
Na altura, o Primeiro-Ministro começou por dizer que o aparelho tinha entrado no país de forma ilegal e que trazia a bordo carga suspeita, mas dias depois afirmou, perante os deputados no parlamento onde foi chamado a apresentar justificativo, o que aconteceu que depois dos trabalhos levados a cabo por uma equipa de peritagem internacional por si solicitada, concluiu que não era nada disso.
Este é o segundo avião retido em Bissau, sendo primeiro em 2009 de um Falcon, que continua a apodrecer na pista da parte militar do aeroporto, apreendido pela justiça guineense, em ligação com o tráfico de droga, o avião vinha da Venezuela, transportando cerca de 500 quilograma de cocaína pura.
Entretanto, no decorrer da visita ao aeroporto, esta sexta-feira, acompanhado pelo ministro dos Transportes e Telecomunicações, o chefe do Governo, Nuno Gomes Nabiam, deu instrução ao presidente do Conselho de Administração dos Serviços de Aviação Civil a renovar todo o pessoal afecto ao serviço da segurança no aeroporto. Nabiam, justificando a medida aos jornalistas como uma decisão de rotina.
“Aqui ninguém pode ficar permanentemente, o trabalho do aeroporto é rotina, a pessoas que já estão aqui há três ou quatros anos, não justifica, no aeroporto o trabalho é rotina. Vem um grupo das diferentes instituições que forma o componente de segurança mais importante da aviação civil mas este grupo é renovável, portanto já chegou a altura de renovar esses corpos para trazer outros que vão ser submetidos a formação com uma determinada organização”.
Segundo o primeiro-ministro, a diplomacia agressiva do chefe de Estado, está a influenciar algumas companhias aéreas a fazerem ligação para Bissau, por isso, é preciso trabalhar o aspecto da segurança sobretudo no aeroporto.
Texto & Imagem: Braima Sigá
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