PGR GARANTE QUE CASO DE CORPO ENCONTRADO NO RIO MANSOA ESTÁ A SER TRATADO CONFORME A LEI
O Procurador-Geral da República (PGR), Fernando Gomes, afirmou que decorrem os trâmites legais para a investigação do caso do corpo encontrado recentemente nas águas do Rio Mansoa, concretamente na zona de João Landim.
A declaração foi feita, esta quinta-feira, em Bissau, à margem da sua visita às instalações da Vara Laboral do Tribunal Regional de Bissau, acompanhado do Vice-Procurador-Geral Adjunto, Juscelino Pereira.
Fernando Gomes disse ter conhecimento do caso do corpo, supostamente do antigo agente de segurança da Presidência da República, encontrado no dia 23 de julho, amarrado com arame queimado a um pilar, no rio de João Landim.
“Estamos a trabalhar nisso. O vice-procurador-geral já falou sobre este caso, portanto, está a ser tratado conforme a lei”, afirmou Fernando Gomes, Procurador-Geral da República.
Recorde-se que o corpo encontrado no dia 23 de julho deste ano foi associado a Tanu Bari, antigo agente de segurança da Presidência da República, desaparecido até à data. O facto foi confirmado pelos próprios familiares da vítima.
Cinco dias após a descoberta do corpo, a Liga Guineense dos Direitos Humanos manifestou a intenção de denunciar a situação às instâncias internacionais, nomeadamente às Nações Unidas, considerando tratar-se de uma violação flagrante dos direitos humanos que não pode ficar impune.
Quanto à visita à Vara Laboral do Tribunal Regional de Bissau, o Procurador-Geral informou que tomou conhecimento do incumprimento do pagamento da segurança social por parte de alguns empregadores.
“O vice relatou algumas denúncias que deram entrada no Ministério Público, sobretudo casos de burla ligados ao incumprimento das contribuições para a Segurança Social, que estão a ser praticados na Vara Laboral do Tribunal Regional de Bissau. Também Queremos saber um pouco como é que os magistrados estão a trabalhar”, acrescentou o Procurador-Geral da República.
Fernando Gomes acrescentou ainda que vários departamentos, nomeadamente a Vara de Família e dos Menores, enfrentam a falta de meios de trabalho, o que dificulta a resposta adequada aos problemas sociais do país.
Por: Turé da Silva
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