PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NÃO SENTEM PRESENÇA DO ESTADO

 

A primeira vice-presidente da Federação de Pessoas com Deficiência, Ana Muscuta Turé, considera de “muito fraco” o papel do Estado em relação as questões da deficiência na Guiné-Bissau.

Ana Muscuta Turé falava, este sábado (12), no programa semanal da Rádio Sol Mansi (RSM) “Tchintchor na Ronda”, disse que não existe o sentido da responsabilidade em relação às questões de sensibilidade dos deficientes.

Ana Muscuta disse que a federação vai continuar um trabalho árduo até que haja a apropriação e a vontade política para poder acolher as questões de deficiência.

“O papel do Estado é muito fraco, porque infelizmente as pessoas que ocupam os cargos de liderança poderiam ter a sensibilidade para que as coisas comecem a mudar paulatinamente”, critica.

Até agora, as pessoas com deficiência continuam a ser descriminadas, negadas e isoladas pela família. Ana Muscuta foi ainda mais longe e disse que as pessoas com deficiência continuam a ser assassinadas sob justificação cultural.

“Constatamos que as pessoas com qualquer deficiência e sobretudo a intelectual, as crianças com síndrome de Dawn, são assassinadas porque infelizmente ainda a nossa sociedade sofre com infanticídio, porque são interpretadas como um espírito ancestral que voltou para castigar uma família”, sustenta a dirigente da Federação que reafirma que estas crianças correm sérios riscos de vida.

Segundo informações, estas crianças são levadas ao rio sob fortes rituais e que são deixadas a beira do mar e consequentemente são levadas pela água, para isso a família acredita que a mesma era um espírito.

Ana Muscuta Turé reafirma que o problema da deficiência ainda é um desafio na Guiné-Bissau e para desconstruir os mitos construídos a volta desta camada vai ser um problema ainda maior.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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