PARTIDOS POLÍTICOS QUEREM PONDERAÇÃO DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA NA DISSOLUÇÃO DO PARLAMENTO

O líder da Assembleia Nacional Popular e igualmente primeiro vice-presidente do PAIGC disse que não existe crise que justifique a dissolução do parlamento

Cipriano Cassamá falava, hoje (16), à imprensa depois de um encontro separado convocado pelo presidente da República, Umaro Sissoco Embaló. Cassamá disse ainda à imprensa que existe uma abertura para o diálogo ao favor da paz na Guiné-Bissau.

“A nossa opinião é que neste momento não existe crise para a queda do parlamento. O presidente no quadro das suas prorrogativas vai fazer o melhor juízo da sua decisão, mas pensamos que a Guiné-Bissau deve avançar”

A mesma opinião tem o líder do Movimento para Alternância Democrática. Braima Camará disse que nada justifica a dissolução do parlamento e considera que o que acontece entre os deputados no parlamento realmente é um exercício da liberdade democrática. Camará disse que Embaló está disponível a reconsiderar a sua opinião.

“Somando todas as conquistas até agora, não existe de maneira alguma a dissolução do parlamento. Por isso apelamos a continuidade com este debate democrático porque a diferença do ponto de vista não significa inimizade, insulto ou violência”.

Já o porta-voz do Partido da Renovação Social, Florentino Mendes Pereira, sem entrar em mais detalhes, disse que a possibilidade da dissolução do parlamento não foi tema de conversa com o presidente da República.

“O PRS não pode aqui transmitir a posição do presidente da república e nem revelar o conteúdo da conversa, mas garanto-vos que isso não foi o conteúdo da nossa conversa”

Do ponto de vista do porta-voz da APU PDGB, Jorge Mandinga, não existe motivo para a dissolução do parlamento, e o actual relacionamento entre os deputados pode ser melhorado.

“Nós não achamos que haja motivos para dissolver o parlamento”.

Iaia Djaló, presidente do Partido da Nova Democracia, também pediu o presidente da República a ponderar a sua decisão de derrubar o parlamento.

“Não recomendamos o presidente a dissolver o parlamento. (…) Acho que o parlamento está a funcionar num ambiente um bocado critico, mas aconselhamos o presidente a ponderar a dissolução do parlamento”.

Ausente do encontro foi o Partido da União para a Mudança liderado por Agnelo Regala, a RSM não sabe do motivo do partido não constar nem na convocatória. O certo é que entre os partidos recebidos nenhum apoiou a intenção do presidente de dissolver o parlamento.

Já para o período da tarde, Sissoco Embaló deve reunir o Conselho de Estado e depois poderá se conhecer a sua posição e se realmente o país vai às eleições legislativas antecipadas, dentro de 3 meses.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Sigá

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