PARLAMENTO INFANTIL QUER QUE JUSTIÇA CONDENE O PAI QUE VIOLA SEXUALMENTE SUA FILHA DE 17 ANOS

O Parlamento Nacional Infantil pede justiça pela criança violada e abusada sexualmente pelo seu próprio pai. O pedido do Parlamento Nacional Infantil foi registado, esta quarta-feira, pelo seu presidente numa entrevista à Radio Sol Mansi (RSM).

Uma adolescente de 17 anos de idade denunciou, na semana passada numa das rádios do país, de que tem vindo a ser, nos últimos tempos, vítima de uma alegada violação sexual por parte do seu próprio pai.

Inconformado com o sucedido, Sebastião Tambá Júnior lamenta e condena este acto que considera ser uma violação de direitos desta adolescente, exortando que sejam tomadas medidas sérias para estancar este tipo de comportamento.

“A única solução é desencorajar este tipo de acto, que passa pela existência de uma justiça séria”, aponta.

Tambá Júnior, assegurou, ainda, que caso não forem tomadas medidas adequadas o Parlamento Nacional Infantil vai continuar a pressionar e a denunciar a situação junto das autoridades competentes.

“Se a situação não for resolvida da melhor forma possível, o Parlamento Nacional Infantil poderá tomar outras posições”, adverte.

“DISFUNCIONAMENTO JUSTIÇA PREMEIA ACTO CRIMINOSO”

A mesma situação já mereceu também a reacção da Liga Guineense dos Direitos Humanos que reage ao anúncio com “muita” Tristeza. Em entrevista à RSM, o vice-presidente da liga, Bubacar Turé, disse que isso ainda acontece devido a disfuncionalidade das autoridades judiciais do país.

A liga disse que o caso já foi enunciado no ano passado e o suspeito foi preso pela Polícia Judiciária, mas poucos dias depois foi posto em liberdade.

“Agora, nestes dias, existem factos novos e o pai voltou a cometer a mesma prática. Isso quer dizer que os factos que levaram ao suspeito ficaram em total impunidade e o pai continuou a praticar este crime horrível. Então, o disfuncionamento das instituições judiciais está a premiar este acto criminoso e que o suspeito se sinta superior às leis do país”, disse.

A Liga disse que o processo, segundo a PJ, foi remetido ao Ministério Público, por isso pede que a justiça seja feita o mais breve possível para proteger a vítima e moralizar a sociedade em relação a “estes crimes tão horríveis”.

“Sabemos que a PJ já remeteu o processo ao Ministério Público. Lançamos apelos ao Ministério Público para adoptar medidas céleres e pronunciar com a maior brevidade possível, e, se tiver elementos, que o suspeito seja punido exemplarmente nos termos da legislação penal”, disse o responsável que reafirma a atenção da liga neste processo.

Segundo informações postas a circular, a adolescente vítima destas violações continua em lugar incerto porque está a ser ameaçado e perseguido pelo seu próprio pai.

No país, esta não é a primeira vez que existem relatos de crianças que são violadas sexualmente e maltratadas pelos seus próprios pais ou familiares próximos.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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