PARLAMENTO EXIGE INVESTIGAÇÃO NO RAPTO DOS ACTIVISTAS POLÍTICOS

O Presidente da Comissão Especializada Permanente da Assembleia Nacional Popular para Assuntos da Defesa e Segurança condena “com viva voz” o rapto dos dois activistas políticos. A comissão exige a abertura do inquérito e consequente responsabilização dos implicados

A condenação tornada pública, hoje (06/10), durante uma conferência de imprensa realizada no hemiciclo guineense sobre o rapto de dois activistas, Queba Sané «R. Kelly» e Carlos Sambu, assessor de imprensa no ministério das Obras Públicas, ocorrido na noite de ontem (05 de Outubro).

“Exigimos a explicação clara deste acto”.

José Carlos Macedo Monteiro diz que os procedimentos para a prisão dos cidadãos nacionais não são correctos, porque qualquer cidadão preso em flagrante delito deve ser entregue a notificação legalmente.

“Condenamos este acto porque ninguém é intocável neste país. Não podemos tomar poder para exemplo da construção do país e estarmos a criticar a justiça e nós próprios «no poder» estarmos a prender as pessoas como animais”.

Macedo promete acompanhamento sério da comissão especializada em relação a apreensão dos dois activistas, porque “isso é demais”.

“Um deputado foi preso, a comissão fez o seu trabalho, o relatório foi apresentado no parlamento e as pessoas ainda continuam a ser presos sem explicações”, sustenta.

Por outro lado o presidente da comissão especializada da ANP convida ao ministério público a abrir o inquérito do ocorrido para descobrir os infractores dos actos para que sejam conduzidos à justiça.

“Queremos saber das razões e o nome das pessoas envolvidas na prisão destas actividades. Exortamos ao Ministério Público para abrir um processo urgentemente para apurar a responsabilidade e traduzir as pessoas à justiça porque só assim as pessoas terão confirmação na justiça”.

Contudo o rapto, José Carlos considera que os dois activistas estão bem, mas “o facto é que não devem ser presos”.

Questionado pelos jornalistas sobre a responsabilidade do acto, José Carlos Macedo responsabiliza o Ministro do Interior pelo sucedido porque os activistas estão presos nas celas do ministério.

Entretanto de acordo com as ultimas informações da liga, os dois activistas políticos já estão em liberdade “na sequência de bons ofícios empreendidos pela LGDH junto do Ministério do Interior”, onde se encontravam detidos.

A LGDH lamenta e condena sem reservas este acto “ignóbil” que se traduz na violação manifesta da liberdade de expressão e integridade física de cidadãos, pondo em causa os valores estruturantes do Estado de Direito Democrático.

A LGDH exige do Ministério do Interior um rápido esclarecimento do sucedido, incluindo a tradução à justiça dos implicados no acto.

Igualmente, a LGDH insta ao Ministério Publico no sentido de ordenar um inquérito independente e conclusivo sobre as circunstâncias do rapto, espancamento e detenção ilegal e abusivo dos dois activistas políticos.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Marcelino Iambi

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