PAM ALERTA QUE ESTE ANO 117 MIL GUINEENSES PODERÃO SOFRER COM A FALTA DE ALIMENTOS
O Programa Alimentar Mundial (PAM) alerta para o aumento do número dos guineenses na situação de insegurança alimentar, neste ano de 2023 com mais de 117 mil pessoas a sofrerem com a falta de alimentos.
Alerta desta organização das Nações Unidas foi tornado público, esta terça-feira, durante o ato de Assinatura do Acordo de reforçar novo plano estratégico entre o PAM e o Governo da Guiné-Bissau.
Depois das formalidades, o Representante do PAM no país, João Manja, disse que a sua instituição sozinha não conseguirá combater a insegurança alimentar na Guiné-Bissau e mais ainda, sem um plano estratégico.
“Em 2023, o número dos guineenses em insegurança alimentar deverá aumentar com mais 117 mil pessoas a sofrerem de fome, segundo o que nos ensinou o quadro harmonizado de novembro de 2022, mas nós sabemos que o PAM não vai vencer esta luta se estiver sozinho”, revelou o represente do PAM.
O Representante do PAM disse também que com o novo Plano Estratégico, João Manja, pretende estender o Programa da Cantina Escolar por forma a levá-lo para a mais crianças, incluindo as crianças com deficiência.
“Com novo plano estratégico que pretendemos expandir o programa das cantinas escolares para chegar mais crianças incluindo crianças com deficiência e vamos apoiar a organização do modo de formação específica sobre a nutrição, sustentabilidade ambiental e igualdade de género”, garante João Manja.
A Secretária de Estado da Cooperação Internacional, Udé Fati, acredita que este programa poderá produzir um alívio na população guineense.
“2023, para além da crise global, a pandemia da Covid 19 que ainda está se a fazer sentir os seus efeitos, mas também a guerra na Ucrânia e todos outros fatores que de uma certa forma estão a ameaçar a frágil situação de fome e de segurança alimentar neste caso nos acreditamos que este programa é um impulso”, apontou a governante.
O Programa Alimentar Mundial e o Governo da Guiné-Bissau pretendem construir um novo caminho para a redução da fome zero no país até 2027.
O PAM quer atingir objetivos de fome zero e melhorar a segurança alimentar de pessoas carentes ou vulneráveis, priorizando aspetos transversais da sua atuação, o gênero, a inclusão e as mudanças climáticas. A ideia é tornar os impactos menos onerosos e punitivos para as populações alvo.
Por: Marcelino Iambi
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