ORGANIZAÇÕES DO CONSÓRCIO DA CASA DOS DIREITOS LANÇAM OBSERVATÓRIO DA MULHER NA GUINÉ-BISSAU

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) aponta as práticas culturais tradicionais, falta de vontade política e das instituições responsáveis pela aplicação das leis, como fator que promova a perpetuação das práticas que consubstanciam a afronta aos Direitos das Mulheres a nível do país.

“As práticas culturais tradicionais, ao desleixo institucional, a falta de vontade política das autoridade nacionais e das instituições responsáveis pela aplicação da lei, tem promovido a perpetuação destas práticas que consubstanciam a afronta aos Direitos das Mulheres e um ataque à própria democracia no estado do direito para além das consequências económico e social”, indicou Bubacar Turé, esta quarta-feira (04-12) em Bissau, durante a cerimónia de lançamento do projeto do Observatório da Mulher na Guiné-Bissau, que engloba as organizações do Consórcio da Casa dos Direitos.

Segundo Bubacar Turé, “perante este contexto, as iniciativas como Observatório das Mulheres na Guiné-Bissau que nós estamos a lançar hoje, constitui um passo importante para ajudar reduzir estes casos, fazer face a este caso é contrariar esta tendência crescente das violações sistemática dos direitos das mulheres”.

Ainda sobre o Observatório da Mulher na Guiné-Bissau, a presidente da Associação das Mulheres Profissional da Comunicação Social, Paula Melo, acredita que “é um farol de esperança para as mulheres guineenses”.

A Guiné-Bissau tem um contexto desfavorável a igualdade do género, nos últimos anos tem-se assistido fenómenos desconhecidos no país, como o feminicídio, que só neste ano, segundo os dados da LGDH, “foram registados cinco (5) casos, em todo o país, das quais quatro foram registados nas regiões leste”.

Por: Braima Sigá

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