ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL PEDEM FIM DA VIOLÊNCIA BASEADA NO GENERO
A afirmação do movimento foi transmitida, esta manhã, durante uma roda de conversa com as meninas e mulheres que já foram vítimas de violações. O encontro visa buscar possíveis soluções para esta situação que afeta negativamente a vida das pessoas.
Malam Sambú, em representação do presidente da Sociedade Civil, quer que todos assumam o compromisso de serem soldado da paz e de combate as violências verificadas no país.
“Devemos estar mais ativos no cumprimento dos nossos deveres legais e patriotas no acção cidadão, assumindo um compromisso de sermos soldados de paz e combate a violência de qualquer natureza”, exorta.
No mesmo ato, a presidente da Rede Nacional de Luta Contra a Violência Baseada no Género e Criança na Guiné-Bissau (RENLUV) explica que com o encontro pretende-se perceber a preocupação das vítimas de violências e analisar as diferentes situações em que decorrem estas práticas.
Para o vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Vitorino Indeque, a roda de conversa acontece num momento em que a violência doméstica está a ganhar proporções alarmantes, afirmando ser preciso um trabalho sério sobre este facto.
“Esta actividade está a ser realizada num momento em que a violência doméstica ganhou proporções alarmantes, reunir as mulheres vítimas para debater a violência é um sinal de que todos querem contribuir para mitigar esse fenómeno na nossa sociedade”, afirmou
O Movimento Nacional da Sociedade Civil para a Paz e Democracia, a RENLUV e Liga Guineense dos Direitos Humanos juntam, hoje, em Bissau, diferentes organizações que lutam contra a violência baseada no género, e acontece num momento onde a violência no género aumenta no país com a existência de vítimas mortais.
Texto & Imagem: Diana Vaz
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