“ONDE ESTÃO OS INVESTIMENTOS DO SETOR DA EDUCAÇÃO” – alunos

Os estudantes guineenses pretendem realizar brevemente uma conferência nacional para a salvação do sector educativo. Os estudantes querem também sentar com os parceiros internacionais para entender a execução dos investimentos destinados ao setor.

A intenção é da Confederação das Associações dos alunos das Escolas Públicas e Privadas da Guiné-Bissau (CAEP-GB) e quer juntar os estudantes para falar da estratégia em como transformar a crise numa oportunidade para repensar o sistema do ensino guineense.

Em conferência de imprensa, hoje, em Bissau, que visa manifestar o descontentamento da associação face à atual situação que afeta negativamente o ensino do país, Alfa Umaro Sow, Presidente da associação, disse que com esta iniciativa vão envolver todas as entidades ligadas ao processo do desenvolvimento da educação para melhor compreender o sistema.

“Os governantes precisam esclarecer a situação, ou acabem por ser cúmplices ou que sejam as pessoas a contribuírem para o desenvolvimento do sistema da educação”, enfatiza.

Umaro Sow desafia o ministro da educação a se demitir das suas funções porque não está a corresponder com as espectativas do povo guineenses. Os estudantes temem que a greve ainda prevalece no setor porque acusam o ministro de estar a recrutar outros professores sem que os efetivos sejam dados horários.

“Ou que governo, o presidente da República ou o partido que ele (ministro pertence) faça-nos um favor na mudança no ministério colocando alguém que possa priorizar o diálogo para pôr fim os problemas enfrentados atualmente”, pede.

Os estudantes lamentam a atual situação física do Liceu Nacional “Kwame N´krumah” que está num estado avançado de degradação. Eles pedem o diretor do liceu a usar os fundos recolhidos para a reabilitação do mesmo liceu, porque existem salas de aulas sem condições exigidas.

“Onde são colocados os fundos da escola”, questionam os estudantes guineenses que ameaçam proibir brevemente a entrada dos alunos nas salas de aulas, porque os tetos são prestes a desabar e o fato coloca em risco a vida dos estudantes.

Alfa Umaro Sow chama atenção aos professores das escolas públicas a evitarem incentivar os alunos a mudarem-se para as escolas privadas.

Também, hoje, no ato de abertura de formação via internet sobre a descentralização dos professores e agentes educativos para experimentação do novo currículo, o Ministro da Educação reconhece que a existe toda a necessidade para o país proceder à reforma curricular do sector do ensino básico.

Cirilo Mama Saliu Djaló disse que o desafio do sistema do ensino é enorme admitindo que até agora não sofreu intervenções profundas.

No mesmo ato, o diretor-geral do INDE, Jorge Sanca, assegurou que existe a necessidade de fazer a reforma curricular do ensino básico, sustentando que, desde a década de 90, não houve alterações no sistema.    

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

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