“O QUE SE VIVE AGORA É UMA ESPÉCIE DE SEQUESTRO DO PODER JUDICIAL PELO PODER POLÍTICO”, diz Luiz Vaz Martins

O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, Luís Vaz Martins, diz que a sociedade guineense assiste ao aumento de situações dos direitos humanos.

Luís Vaz Martins falava hoje, á margem de uma Conferência de Imprensa para denunciar a detenção considerada de “ilegal” e “abusiva” do Advogado Vailton Pereira Barreto que de seguida foi ordenado a sua libertação.

O também ativista dos direitos humanos diz esperar que medidas sejam tomadas para controlar o aumento da violação dos direitos humanos no país.

“ (…) Vejo com alguma preocupação esta situação e espero que se faça alguma coisa no sentido de conter este estado de coisas”, pede.

O presidente da Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau no país atualmente o poder judicial está sequestrado pelo poder político, e, no entanto, sustenta que o estado de justiça vive os seus momentos mais baixos no país.

“A justiça sempre teve as suas insuficiências e problemas como em toda a parte do mundo, mas o que se vive agora é uma espécie de sequestro do poder judicial pelo poder político. Temos assistido constantes escândalos verificados no setor judiciário, até então o país não conta com o presidente do Supremo Tribunal de Justiça e todos assistimos o assalto às instalações do Supremo e a coação exercida sobre o então presidente que o obrigou a pedir a demissão”, justifica.

Como forma de lutar contra estas situações, Luís Vaz Martins diz que todos os intervenientes sociais devem ser vigilantes e persistentes, em denunciar atos de violações dos direitos humanos.

O presidente da Comissão dos direitos humanos da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau convida a sociedade guineense a tomar medidas com vista a pôr cobro às situações de violações dos direitos humanos na Guiné-Bissau.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos Camará

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