Actualizado: NOVO ANO LECTIVO SERÁ ABERTO DENTRO DE 30 DIAS
O Ministro da Educação Nacional, Mamasaliu Djaló, anuncia para próximo dia 15 de Outubro a abertura oficial do próximo ano lectivo 2021/2022.
Falando, esta terça-feira, no acto da homenagem ao líder Amílcar Cabral, o titular pela pasta da Educação, Mamasaliu Djaló, garante que todas as condições já estão criadas para o início das aulas nas escolas públicas.
O Ministro disse que é necessário cumprir com as regras sanitárias sobretudo a vacinação contra a covid-19.
“Lanço um apelo aos professores, aos alunos, aos pais e encarregados de educação para que mobilizem os seus filhos a se vacinarem”
Ontem, em conferência de imprensa, os inspectores do Ministério da Educação disseram que o sistema educativo entrou em decadência e pediranm o engajamento sério para resgatar o sistema.
Confrontado pela Rádio Sol Mansi (RSM), o ministro nega estas afirmações, não obstante, remete a responsabilidades aos inspectores.
“Eles são os responsáveis pelas sus palavras, do meu ponto de vista acho que não está em decadência”, defende.
MESTRE EM EDUCAÇÃO APONTA RECUPERAÃO DO ESTADO
Convidado pela RSM para comentar esta denúncia dos inspectores da Educação, o Mestre em Sociologia, Tamilton Teixeira, disse ser do conhecimento de todos os que estão a acompanhar a realidade do país que há tempo nunca conseguiu definir “exactamente um” modelo ou política da educação, praticamente desde a independência.
“A própria Educação da Guiné-Bissau se revela exactamente, se vejamos, desde os modelos dos primeiros-ministros da educação não houve uma preocupação em dar o seguimento a um determinada política de educação para melhorar o sistema do ensino”, disse o analista afirmando que “na Guiné-Bissau, habituamos dizer somente golpe de Estado, mas também há golpe dos intelectuais”
Como solução para os problemas enfrentados no sector educativo, Tamilton Teixeira aponta a recuperação do Estado da Guiné-Bissau.
“Ou seja retirar o Estado nas mãos dos aventureiros que é um grupo de pessoas, mas que não é nada fácil, porque nas últimas décadas conseguiram sequestrar o Estado da Guiné e o Estado passou a servir somente os seus interesses que não correspondem de acordo com a necessidade das populações”, sugere.
O mestre em educação alerta ainda que com estes tipos de factos o país não pode ter um ensino de qualidade.
“Se recuperemos o Estado e devolvemos seu papel à função política e social vamos conseguir de facto solucionar os problemas de educação, porque devolver o seu papel politico é fazer as instituições funcionarem de acordo com as suas vocações, fazer o parlamento funcionar de acordo com as suas vocações, fazer as leis e fazer as denuncias necessárias e impulsionar a debate sobre a democracia”, aponta.
Apesar do anúncio da data de abertura do novo ano lectivo no país, as escolas públicas continuam no impasse sobre a validação ou não do ano lectivo 2020/2021 que foi interrompido devido a greve da UNTG que perdura há mais de 9 meses.
Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Turé da Silva
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