NOVA TABELA SALARIAL ENTRA EM VIGOR NESTE MÊS

Com a aprovação e consequente aplicação já a partir deste mês de Setembro da nova grelha salarial o governo guineense conseguiu para já evitar a greve geral de 30 dias na função pública que a UNTG ameaçava decretar

Na tarde desta quarta-feira (20), o Conselho dos ministros aprovou numa sessão extraordinária e exclusiva este ponto e aplicar a nova tabela salarial aos funcionários públicos a partir deste mês de setembro.

O ministro da Função Pública e Trabalho, Fernando Gomes, diz que o conselho dos ministros deliberou, aprovar com alteração a proposta da tabela salarial harmonizada da administração pública, instruir a comissão no sentido de introduzir as alterações proferidas.

“O conselho instruiu igualmente a comissão no sentido de conformar a grelada salarial dos combatentes da liberdade da pátria com os novos valores fixados na nova tabela”, garante o governante.

Fernando Gomes fez saber, por outro lado, que neste mês o salário vai demorar para entrar nas contas dos funcionários Públicos devido a alguns pormenores de última hora que serão alvo de correcções nesses dias pelo Ministério da Economia e Finanças e o ministério da Função Pública.

Na nova grelha salarial - agora aprovada - os trabalhadores que recebiam 29 mil francos CFA de salário mínimo mensal passam a receber 50 mil francos CFA, um aumento de 72,4% tornado possível devido a cortes efectuados nos subsídios dos representantes dos órgãos da soberania.

O governo e a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné chegaram a acordo após muitas rondas negociais, depois de sucessivas greves decretadas pela UNTG nos últimos três meses e que paralisavam parcialmente a administração pública guineense.

O secretário-geral da UNTG, Júlio Mendonça, reage com satisfação a aprovação da nova grelha salarial e consequentemente a sua aplicação a partir deste mês.

“É um dever cumprido pelo governo porque reajusto salarial é a consequência de emanação de um decreto feito pelo governo da Guiné-Bissau”, sustenta Júlio que chama atenção ao executivo sobre a necessidade de baixar os preços dos produtos da primeira necessidade.

“Se não vai influenciar negativamente os servidores de Estado, também queremos que o governo institui fundo de pensão ou harmonizar o sistema de segurança social”, enfatiza.

Caso o governo não cumprir com a aplicação da nova grelha salarial a partir deste mês, o sindicalista avisa que greve só foi com as expectativas criadas pelo governo.

“Acho que o governo vai cumprir com esta nova grelha salarial ainda este mês, caso isso não vier a acontecer só vamos retomar com as greves”, avisa o sindicalista.

A Guiné-Bissau conta com mais de 30 mil funcionários públicos, segundo o recenseamento de 2014, a anterior revisão salarial aconteceu no ano de 1994.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Anézia Tavares Gomes

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