NO SECTOR DE QUEBO, DOENTES CORREM RISCO DE VIDA

No centro de saúde de Quebo “Quemo Mané”, sul do país, está sem ambulância e em caso de evacuação os familiares são obrigados a alugar carros de transportes públicos e por vezes, devido a precaridade da situação, os doentes acabam por morrer durante o percurso.

A Rádio Sol Mansi (RSM) deslocou até ao hospital, pertencente à região administrativa do Tombali, para saber do seu funcionamento, mas constatou que o estabelecimento está sem mínimas condições exigidas para receber ou tratar os doentes, as salas de internamento não têm camas suficientes e os técnicos também estão sem materiais de protecção individual.

Ouvido pela nossa reportagem, Inácio Mendes, director clínico do referido centro de saúde, confirma que a situação preocupa os técnicos de saúde, mas não existe muita coisa por fazer.

“Não temos os medicamentos do primeiro socorro e o centro não tem condições para comprá-los. As vezes as pessoas chegam em estado grave e somos obrigados a prescrever a receita médica e as vezes as familiares nem conseguem encontrar uma farmácia que vende estes medicamentos”, explica.

O técnico de saúde explica que os técnicos estão sem materiais de protecção e ariscam as suas próprias vidas para salvar outras pessoas.

“Os técnicos usam a mesma máscara mais de 7 dias e nem temos as luvas para a observação”, lamenta.

Inácio Mendes disse ainda à RSM que o hospital está sem luz eléctrica e sem ventilação.

“Trabalhamos com o painel solar, mas o problema é no período da noite. Não conseguimos dar a resposta eficaz diante destas situações e trabalhos com grande aperto no coração, temendo pela nossa vida e pela dos doentes”.

Uma outra dificuldade tem a ver com o tratamento do paludismo, segundo o mesmo técnico são das doenças mais frequentes e que tem ceifado a vida de várias crianças e grávidas.

No centro de saúde de Quebo, não existem muitas condições para salvar vida das pessoas e esta situação acontece em uma boa parte dos centros de saúde e dos hospitais da Guiné-Bissau.

Os técnicos de saúde dizem que a situação piorou ainda mais depois da retirada de mais de 100 milhões de francos cfa na conta bancária dos centros de saúde do país, na administração d antigo ministro da saúde, António Deuna. Apesar da pressão e das investigações, o dinheiro ainda não foi devolvido.

 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

Questo sito fa uso di cookie per migliorare l’esperienza di navigazione degli utenti e per raccogliere informazioni sull’utilizzo del sito stesso. Leggi di più