MORADORES DAS ZONAS HÚMIDAS TEMEM O DESABAMENTO DE SUAS CASAS

As preocupações foram registadas, esta sexta-feira (14), ao microfone da rádio Sol Mansi e segundo alguns moradores de bairros mais afectados com a inundação em Bissau, a situação é muito triste e estão com o espirito exaltado.

“É triste. Por exemplo, a chuva que começou ontem a noite veja a que hora parou (10 horas da manhã)! Dizem para depois acrescentar que estão com espirito exaltado sem saber se suas casas vão cair ou não.

“Dias atrás, desabou a sua casa de um vizinho e fomos ver se alguém se encontrava no local, mas, felizmente não se encontrava ninguém”, explicou uma missionária.

Um outro entrevistado considerou de difícil a situação neste momento que segundo ele “quanto mais chove, encontrámos mais dificuldades e outrora quando chove dois ou três dias, seremos obrigados a retirar as roupas e colchões para secar para evitar a humidade”.    

Próprios moradores já têm a consciência do prejuízo e ameaça de vida que correm devido a intensidade das chuvas, por isso aconselham os que ainda não construírem nestas zonas no sentido de o evitarem.

“Todo o mundo quer ter casa em Bissau, mas não há espaço e o estado deve criar as condições para evitar as construções nas zonas húmidas, porque é a zona de alto risco”, reconheceu um ocupante da zona húmida.

“ (…) Temos a consciência do prejuízo, por isso quem quer comprar um espaço para construir a casa, que procure as zonas adequadas” criticou um outro ocupante da zona húmida.    

Face a intensidade da chuva no país sobretudo em Bissau, ouvido pela rádio Sol Mansi, o director do Serviço de Rede de Observação da Meteorologia, Tcherno Luís Mendes, disse que “a previsão aponta para continuidade da chuva com maior precipitação ainda e que tudo indica a intensidade poderá diminuir só a partir de Outubro”.

Já o director da Cooperação e Relações Públicas do Serviço Nacional de Protecção Civil, Álvaro José Pereira, alertou aos afectados sobre a intensidade das chuvas e em caso de aflição, que liguem o serviço da emergência da protecção civil (13 13).

O ministro do Ambiente e da Biodiversidade informou à Lusa que as inundações em várias zonas urbanas do país são "consequência da acção de desrespeito humano pelo meio ambiente", sobretudo nas zonas húmidas.

Viriato Cassamá, especialista em alterações climáticas, referiu que há vários anos que chamam a atenção das populações e das autoridades do país sobre a necessidade de serem adoptadas outras formas de lidar com o ambiente e que as consequências estão a ser sentidas neste momento.

Por: Braima Sigá

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