MEMBROS NÃO PERMANENTES DA CNE E CRE ACUSAM SUCESSIVOS GOVERNOS DE SEREM INSENSÍVEIS AOS PROBLEMAS DO POVO
O Coordenador da Comissão não Permanente da Comissão Nacional das Eleições (CNE) e das Comissões Regionais das Eleições (CRE´s) acusa os sucessivos governos de terem demonstrado a insensibilidade perante os problemas que afetam negativamente o povo.
A acusação foi feita, esta quarta-feira, em Bissau, por Hélio Vieira Mendes, durante uma vigília efetuada em frente ao palácio da República com o propósito de pediu que o chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, usasse a sua magistratura de influência para que as suas dívidas sejam pagas.
No decurso desta vigília eram possíveis vozes dizendo “paguem os nossos dinheiros”, “devolvam os nossos dinheiros”.
Apesar de muitos anos em que estão a reivindicar o pagamento das suas dívidas, Hélio Vieira Mendes diz acreditar que o atual governo vai assumir as suas responsabilidades, “apesar de vários problemas no país”.
Hélio Vieira Mendes, Coordenador da Comissão não Permanente da CNE e CRE’s, realça ainda a importância que estes técnicos desempenham para a credibilidade do processo eleitoral.
“Não queremos esperar até que as eleições cheguem para começarmos a fazer barulho porque isso não é bom e demonstra que o processo não vai correr bem”, disse Hélio lembrando que merecem receber os seus dinheiros porque foi um trabalho realizado dia e noite.
No total são 213 técnicos que trabalharam nas eleições de 2019 e desde então exigem o pagamento de uma dívida de 136 milhões e 350 mil francos e, no entanto, ameaçam boicotar os próximos embates eleitorais caso as suas preocupações não forem atendidas.
Por: Diana Bacurim
Imagem: Internet
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