MAIORIA DOS GUINEENSES DESCONHECE O MÉTODO DE PREVENÇÃO DO CORONAVIRUS

A maioria dos guineenses desconhece os métodos de prevenção do coronavírus apesar do aumento drástico do mesmo em vários países, nomeadamente na África onde seis países confirmam a existência do vírus.

Na ronda feita esta manhã (4/3) pela rádio Sol Mansi, em alguns postos transfronteiriços sobretudo com a vizinha Senegal, onde na segunda-feira foi reportado o primeiro caso do coronavírus, os entrevistados divergiram nas explicações sobre a doença que já deixou mais de três mil mortos com maior destaque na Cidade de Wuhan na República Popular da China epicentro da epidemia.

Em São Domingos, de acordo com os entrevistados pelo nosso correspondente local ambos divergem na explicação da manifestação da doença numa pessoa infectada.

“Na verdade eu não conheço o coronavírus, mas dizem que é uma doença que ataca a partir da via respiratória”, “coronavírus para o que percebemos até aqui é uma doença praticamente respiratória, ou seja, é uma doença que se transmite através do ar, alguém contaminado quando expira e a outra teve contacto com a saliva fica logo contaminado”.  

Na mesma localidade, norte do país, poucos quilómetros com a região sul do Senegal, os entrevistados falam da forma de propagação da doença e como preveni-lo

“Única medida de prevenção que ainda temos o conhecimento é lavar as mãos sempre com lixivia, antes de comer”. Explica, e a outra “de acordo com as orientações que já ouvimos, temos que evitar os contactos directo e enquanto não temos as mascaras quando alguém quer expirar ou tossir que proteja a boca com o cotovelo”.  

Já em Bigene, 7 km da fronteira do Senegal, os entrevistados pelo nosso correspondente local, exortam as autoridades em redobrar os esforços nas medidas de prevenção e como controlar eventual entrada da doença no país.

“O governo deve tomar engajamento com este problema do coronavírus uma vez que já esta em Senegal”, avisa um dos entrevistados e a outra “o governo deve criar as possibilidades para os técnicos de saúde nas zonas fronteiriças para as pessoas que movimentam aos países vizinhos”

Nas zonas leste e sul do país que tem as linhas fronteiras com o Senegal e Conacri, tentamos e ainda sem sucesso ouvir as vozes da população destas zonas sobre o novo coronavírus.  

Entretanto, ontem na entrevista a radio Sol Mansi, médico guineense e membro da Rede Oeste Africana do Combate a Doenças Infecciosas, Plácido Cardoso, falou do risco para o país em termo da propagação do COVID 19, uma vez que o Senegal, Marrocos e Portugal já registaram casos e pede que as medidas da prevenção sejam redobradas.

“Não deixa de ser um perigo e um risco grande da entrada de coronavírus na Guiné-Bissau e isso implica que temos que redobrar mais os esforços na sensibilização da população assim como os técnicos da saúde em conhecer melhor como prevenir essa doença”

Segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), 72 países haviam sido atingidos pelo coronavírus. Últimos dados apontam para 94.185 casos confirmados, 3.214 mortos e 51.004 pessoas já recuperam da doença.

A Guiné-Bissau ainda não despõe de um centro apropriado para isolamento das pessoas suspeitas do coronavírus.

Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou usar álcool gel sempre que possível, são uma das medidas que as populações são recomendadas para melhor prevenir a doença, para mais esclarecimento, não hesite em contactar as autoridades sanitárias, através dos seguintes números de telefone: 19 19 (MTN), 20 20 (Orange).

Por: Braima Sigá

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