LIGA PONDERA ACIONAR JUSTIÇA PARA CASOS DE ESPANCAMENTOS E REPTOS
A Liga Guineense dos Direitos Humanos exige a justiça urgente nos casos de raptos e espancamentos ocorridos na Guiné-Bissau.
A exigência da liga foi transmitida esta terça-feira numa conferência de imprensa realizada para abordar a situação do espancamento e rapto de que o activista político, Amadu Ula Embalo, foi alvo no passado dia 26 de junho.
O vice-presidente da Liga, Vitorino Indeque, disse que a situação que se vive na Guiné-Bissau em relação aos direitos humanos, deve preocupar toda a franja da sociedade, por isso, exige a justiça com vista a desencorajar este tipo de ato que considera de “comportamento criminoso”.
“Penso que todo cidadão da Guiné-Bissau e todos os que escolheram a Guiné-Bissau para viver devem preocupar-se com a situação de rapto e espancamento e isso significa que a liga exige a justiça perante situações que acontecem porque esta situação é um comportamento criminoso”, referiu o vice-presidente da liga.
Questionado se a liga já pensa em formular uma queixa-crime contra o Estado Guineense, Indeque disse que a sua organizaçao está precisamente a pensar nesse assunto, para que haja paz e o desenvolvimento no país.
“A liga está a estudar a melhor estratégia para que as pessoas sintam que estão a ser responsabilizados ainda que o estado não está a fazer nada sobretudo organizar investigações e responsabilizar as pessoas sobre rapto e espancamentos. Neste sentido, a liga está a pensar na via judicial”, aponta Vitorino Indeque.
O Ativista político, Amadu Ula Embaló, disse que foi espancado pelos homens afetos a presidência da República.
“Quero deixar claro que é Tcherno (Bari ) que mandou raptar e espancar-me e este ato aconteceu no dia 26 de junho, na zona de Quinhamel, região de Biombo, pelos homens com trajes civis que me levaram numa viatura”, referiu Amadu Ula Embaló.
Há anos que a Liga Guineense dos Direitos Humanos tem vindo a denunciar raptos e espancamentos dos cidadãos nacionais no próprio país.
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