LÍDER DO PAIGC DENUNCIA FALTA DE SERIEDADE NA PREPARAÇÃO DAS LEGISLATIVAS
O Líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, afirma que não existem sinais sérios para a preparação da realização das eleições legislativas de 18 de dezembro próximo.
Domingos Simões Pereira falava, hoje, numa entrevista à RSM, sobre os preparativos para a realização das eleições de dezembro e num momento em que ainda não foi anunciada uma data para o início do recenseamento eleitoral de raiz. O líder do PAIGC diz ainda que existem sentimentos de irresponsabilidade perante a prestação de contas junto do povo guineense.
“De fato tem todo o sentimento de grande irresponsabilidade perante o que deve ser prestaçao de conta junto do povo. (...) Tudo indica que há pessoas que continuam a brincar com o Estado, pessoas que continuam a brincar com as instituições e não tem algum sinal que mostra seriedade na preparaçao do próximo pleito eleitoral”, enfatiza.
Domingos Simões Pereira acusa ainda que atuais autoridades políticas do país estão a criar condições para o bloqueio de situação político-institucional do país. O líder do PAIGC diz que é o momento de o povo assumir a sua responsabilidade social.
“Temos uma Comissão Nacional de Eleição caduco, que está completamente ultrapassada, único entedidade que tem a competencia para criar uma Comissao Nacional de Eleiçao credível e legitimo é a Assembleia Nacional Popular através da sua plenaria, agora não tem plenaria ou seja estamos a criar todas as condições para haja o bloqueio político institucional na Guiné-Bissau, pode me perguntar quem pode ter interesse disso é uma boa pergunta, mas está evidente, é o proprio detentores do poder que acha de que a única forma de manter no poder é para subtrair aquele que pode ser legitimidade do povo”.
Simões Pereira diz ainda que tem em conta que o partido poderá encontrar entraves na participação das próximas eleições como tem sido durante o processo da realização do congresso.
O político disse que será um momento onde que a instância do poder guineense vai ficar descredibilizada e “ficar descredibilizada ao ponto não vai ser funcional e quando não for funcional vai dar lugar a uma coisa, isso é o quê eu não sei mais um dia vamos saber”.
“Entre realizações de congresso, o comité central é o órgão maximo do partido, não está escrito em lugar algum de qualquer na lei de partido político tem uma obrigatoriedade de realizaçao de congresso, não, o que tem, é como o partido deve legitimar os seus órgãos para estar em condiçoes de poder apresentar a eleiçao legislativa.
O PAIGC diz não estar tranquilo em relação a situação politico e social do país perante a degradação das infraestruturas e a situação dos hospitais e do ensino no país.
Por: Bíbia Mariza Pereira
Imagem: Arquivo
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