LGDH SURGE CONTRA INÉRCIA DAS FORÇAS SEGURANÇAS PERANTE VANDALIZAÇÃO DOS LOCAIS DE CULTO NA GUINÉ-BISSAU.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) surge contra o silêncio das autoridades perante estes sucessivos acontecimentos de violência inter-religiosa e a vandalização nos locais de culto na Guiné-Bissau.
A Posição da liga foi tornada pública, esta sexta-feira, em Bissau, pelo presidente da organização que zela pelo respeito dos direitos humanos, no ato de abertura da para a comemoração da 10.ª edição Quinzena dos Direitos, que deveria acontecer em dezembro do ano passado, mas devido à instabilidade política só agora foi possível.
Bubacar Turé, em representação do consórcio da Casa dos Direitos, sustenta ainda que os atos de vandalização contra os lugares de culto na Guiné-Bissau é uma afronta à coesão Nacional.
“Esta quinzena especial acontece num contexto particularmente difícil, caracterizado pelas violações sistemática dos Direitos humanos, detenções arbitrárias, perseguições de jornalistas e voz discordantes, tentativas de confinamento das liberdades inocências no âmbito da implementação de uma estrangeira política que visa desmantelar a democracia do Estado de Direito. Igualmente multiplicam-se os últimos tempos casos de profanação e incêndios premeditados de quatros locais de cultos tradicionais vulgarmente conhecidos por “Balobas” e uma Igreja Evangélica, protagonizados por pessoas por pessoas desconhecidas perante o inquietante silêncio passividade das autoridades nacionais e das forças de seguranças responsáveis pela garantia de segurança aos cidadãos e aos seus patrimónios”
Por sua vez, a conselheira das coordenações do Sistema das Nações Unidades para área dos Direitos Humanos no país, Elisabeth da Costa, disse que de acordo com o inquérito feito no ano passado a liberdade de expressão continua ainda a ser motivo de grande preocupação na Guiné-Bissau.
“Muito dos Direitos humanos que preocupam os jovens e a populações e a população deste país são diretos económico e social, trata-se da saúde da educação, água e saneamento, alimentação habitação etc direitos civis e políticos como a liberdade de expressão de imprensa continuam também a ser motivos de grandes preocupações na Guiné-Bissau
Presidindo a cerimônia da abertura, o Embaixador da União Europeia acreditado no país, Artis Bertulis, realçou a contribuição das mulheres guineenses na luta pela defesa dos direitos humanos.
A 10ª Quinzena dos direitos humanos está a ser celebrada num momento em que a boa parte da população do país continua com dificuldades de ter acesso a escola, água potável, estão a ser verificados atos de aumentos de raptos e espancamentos por pessoas não identificadas.
Por: Turé da Silva
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