LGDH QUER A SUSPENSÃO DOS IMPOSTOS APLICADOS PELO GOVERNO

A Liga Guineenses dos Direitos Humanos (LGDH) exorta o governo no sentido de suspender com efeito imediato, as cobranças de novos impostos absolutamente nocivos à vida dos cidadãos.

Augusto Mário da Silva presidente da LGDH incitou o governo no quadro da celebração dos 30 anos da existência da organização, que está ser marcada com análise da situação política no país.

“Quero aproveitar o ensejo para exortar o governo no sentido de suspender com efeitos imediatos, a cobrança destes impostos absolutamente nocivos à vida dos cidadãos. Ainda no plano social, assiste-se a ausência de política social efectiva de redução da pobreza, isto é, orientada para fazer face às reais necessidades da população, nomeadamente, conter a degradação das infra-estruturas sociais, a alta taxa de mortalidade materna e infantil e o elevado nível de desemprego”, exortou.

O activista denuncia ainda que continua a pairar no país os discursos políticos que incentivam ao ódio étnico e religioso com graves repercussões na coesão nacional e nos esforços de consolidação da paz e estabilidade.

“Continuamos a assistir a discursos políticos que incentivam ao ódio étnico e religioso com graves repercussões na coesão nacional e nos esforços de consolidação da paz e estabilidade”, afirmou o activista acrescentando que no plano económico e social, a maioria do povo guineense continua privada de acesso à energia eléctrica, à água potável, à saúde, à educação, entre outros”.

Sublinhou que lamentavelmente e, numa atitude incompreensível, o governo guineense decidiu agravar o nível de vida dos cidadãos criando novos impostos e taxas, numa altura em que o país e o mundo em geral deparam com graves problemas económicos e sociais, provocados pela pandemia do COVID-19.

“ Continuamos assistir ainda, violações graves dos direitos humanos das mulheres nomeadamente, mutilação genital feminina, casamento forçado, violência doméstica, enfim, atentados contra a dignidade das mulheres, sendo que o Estado simplesmente relegou estas questões a auto-regulação social”, revelou.

O Presidente da Comissão Especializada Permanente para Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Administração Pública, Higino Cardoso, reconheceu que a liga continua activo e na linha de frente na protecção dos direitos humanos na Guiné-Bissau…

“A Liga Guineense dos Direitos Humanos, apesar dos riscos que envolvem a actividade, conquistou o seu espaço próprio no panorama das organizações da sociedade civil guineense alcançando prestígio no plano interno e externo graças a acção corajosa, responsável e comprometida com os valores da dignidade da pessoa humana dos seus activistas e dirigentes, o que sempre permitiu que esta organização se mantenha ativo e na linha de frente da protecção dos direitos humanos na Guiné-Bissau”, reconheceu Higino Cardoso.

No quadro da comemoração dos seus 30 anos, a Liga Guineense dos Direitos Humanos convida todos os guineenses, sem excepção, para se unirem em torno dos grandes desígnios nacionais, nomeadamente, o respeito pelos direitos humanos, a luta pelo desenvolvimento, a solidariedade, a tolerância, a liberdade, a justiça e o respeito pela diversidade.

Por: Bíbia Mariza Pereira

 

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