LGDH PEDE FIM DAS “ONDAS DE RAPTOS” E “REINO DE MILÍCIA" NA GUINÉ-BISSAU

A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) exige a libertação imediata do ativista, Filinto Vaz Vieira, vulgo Sadna, detido de forma “abusiva” e "arbitrária" na sua residência em Nhacra. A organização lança apelo para o fim das “ondas de raptos” e “reino de milícia" que hoje governa o país.

A reação desta organização defensora dos Direitos Humanos foi registada, esta terça-feira, numa entrevista telefónica à Rádio Sol Mansi, para abordar este caso, numa altura em que completou 12 dias desde a data da sua detenção, sem nenhum contato com os familiares e muito menos de um advogado.

O vice-Presidente da Liga, Bubacar Turé, isso consubstancia em violação de todas as normas processuais e, no entanto, avança ainda que foi o Primeiro-Ministro, Nuno Gomes Nabiam, que terá ordenado a sua detenção e “a confirma-se nós condenamos severamente, porque o Primeiro-Ministro não tem a competência de prender ninguém e se se sentir lesado com as declarações de quem quer que seja o único caminho é recorrer às instâncias judiciais”.

“Não se pode prender um cidadão 12 dias num regime de incomunicabilidade, sem contatos com os familiares e muito menos com os advogados. Portanto, isso é uma deriva ditatorial, uma deriva autoritária que nós condenamos com todas as energias e exigimos a sua libertação imediata para que possa retomar a sua vida normal”.

Questionado se estamos perante o quê este rapto, espancamentos e detenção arbitrária Turé disse, que a Guiné-Bissau está perante uma deriva autoritária e ditatorial, porque os cidadãos têm a liberdade de exprimirem os seus descontentamento face à atuação das autoridades.

“Se neste exercício destes direitos a autoridade ou seja quem for sentir lesado que recorram às autoridades para fazer valer os seus direitos. Ninguém deve recorrer aos métodos ilegais arbitrários para limitar ou intimidar cidadãos com o objetivo de silenciar as vozes discordantes”, sustenta Bubacar alertando, no entanto, que não vão aceitar estas decisões sendo que a lei é limite de atuação de toda a autoridade.

“Não podemos estar a atuar à margem da lei para violar os direitos humanos”, reafirma.

Bubacar lança ainda o apelo para o fim das “ondas de raptos” e “reino de milícia" que hoje governa o país.

A Liga pede também o fim da violação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, sobre este caso Bubacar Turé revelou que a organização que representa, já participou da Guiné-Bissau nas várias organizações internacionais dos direitos humanos.

De acordo com a liga, Filinto Vaz Vieira foi raptado por um grupo de homens armados na noite do dia 26 de Janeiro de 2023, grupo esse que o conduziu para a Esquadra da Polícia do Bairro militar, onde permanece detido até a data presente, num regime de total incomunicabilidade com os familiares e o seu advogado.

 

 Por: Marcelino Iambi / Elisangila Raisa Silva dos Santos

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