LGDH: GUINÉ-BISSAU REGISTA RETROCESSO EM TERMOS DE DIREITOS HUMANOS

O vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos afirma que as leis perderam os seus valores na Guiné-Bissau, e as vontades políticas assumiram o trono.

Este responsável falava esta sexta-feira numa entrevista só ao repórter da RSM, com o propósito de fazer um balanço sobre a situação dos direitos humanos no país nos últimos 6 meses, e sobre o qual considera de negativo, devido a alguns atos registrados e que aponta a Guiné-Bissau para o recuo em termos de respeito aos seres humanos.

Bubacar Turé vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos assegura ainda que as leis que deviam ser os critérios de limites e ordens, deixaram de funcionar e a sociedade guineense passou a atuar em cima das leis.

“ Nos últimos 3 anos, a Guiné-Bissau registou um retrocesso espantoso em termos de funcionamento do Estado do Direito, quer dizer que isso deixou de funcionar, as leis que deviam ser critérios e limites das autoridades públicas, deixou de ser como tal, perdendo o seu valor e a vontade política passou a substituir as leis e a sociedade a andar em cima das leis”, afirmou.

Turé diz que nos últimos 6 meses, o país assistiu um retrocesso no que concerne ao capítulo dos direitos humanos pondo em causa as conquistas anteriores.

“ Assistimos um recuo enorme em relação aos direitos humanos”, diz frisando que “as conquistas que anteriormente foram alcançadas, agora aos poucos está-se a destruir e isso é muito mau, por isso, aproveitamos mais uma vez para apelar a todos os atores de que não temos alternativas à direitos humanos a não ser abandonar esse caminho da ilegalidade”, sublinhou.

Em relação aos atos que ultimamente são verificados e que acabam por ser considerados de atos isolados, Bubacar Turé lamenta o fato e pediu ao próximo governo a inverter esta situação e que eleja as suas atuações na base na legalidades.

“ Infelizmente a maior instituição do país chama-se Impunidade porque não só esses casos de ataques e raptos, mas também assistimos a corrupções, dilapidação do erário público de forma ilícita e para os seus benefícios pessoais e tudo isso, acaba por destruir o Estado e esperemos que o próximo governo primeiramente, seja competente, comprometido com o interesse público combatendo esses fenómenos para a afirmação da democracia e o estado de direito”, concluiu.

Bubacar Turé vice-presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, apela aos cidadãos a não só exigirem os seus direitos, mas que façam o possível em cumprir com os seus deveres respeitando as leis existentes no país.

Por: Diana Bacurim

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